As reservas do Museu de Lisboa (ML), localizadas nas Laranjeiras, atrás do Rossio de Palma, abriram portas ao público pela primeira vez exclusivamente para residentes locais, no passado dia 7 de Dezembro, antecipando a sua abertura oficial ao público, prevista para Março de 2020.
● Segundo apurámos, a visita gratuita, integrada no projecto “O que queremos para a nossa praça”, uma intervenção da Câmara Municipal (CML) que visa dinamizar culturalmente o Rossio de Palma no âmbito da “Agenda XXI Para a Cultura”, foi do agrado de quem participou. De acordo com Alexandra Sabino, assessora de Catarina Vaz Pinto, vereadora da CML, as visitas deverão ter continuidade para a população em geral.
O Museu de Lisboa vai abrir em Março de 2020 uma zona da sua reserva que poderá ser visitada mediante marcação prévia. Neste acervo, encontram-se “bens patrimoniais pertencentes à colecção do Museu de Lisboa nas tipologias de mobiliário, pintura, têxteis, gravura e desenho”, quase todos “em bom ou muito bom estado de conservação”.
O espaço das Laranjeiras está vocacionado para a guarda do património, conservação preventiva e, em casos pontuais, o restauro.
O espaço do Rossio de Palma terá sido ocupado por uma entidade bancária, segundo uma moradora. O espaço foi escolhido pela CML devido às suas “características adequadas a reservas: estrutura robusta e protegida, segurança 24horas, entre outras”.
A renovação e requalificação do edifício foram realizadas em 2018, no âmbito do programa internacional destinado à valorização de reservas museológicas, o “Re.Org” promovido pelo  Centro Internacional para o Estudo da Conservação e Restauro do Património Cultural.
O Museu de Lisboa
Este equipamento foi inaugurado em 1942, com a designação Museu da Cidade, no Palácio da Mitra, que foi adaptado para o efeito. O ML seria reinstalado no Palácio Pimenta, no Campo Grande, em 1979, expondo a história de Lisboa do século XVII a 1910.
Anos depois, surgiram a maqueta de Lisboa antes do Terramoto, a reconstituição do ambiente palaciano setecentista ou evolução da Pré-História ao Século XVII. Nos últimos 20 anos, “toda a exposição permanente sofreu diversas remodelações, tanto museológicas como museográficas, com destaque para as salas da Pré-História ao Século XVII e Maqueta de Lisboa antes do Terramoto, com novos conteúdos, novas peças, sinalética informativa e multimédia”, refere-se no site do museu.  Reformulado, o espaço foi novamente inaugurado em 2014, adoptando no ano seguinte, a designação de Museu de Lisboa.
Actualmente, o ML divide-se em vários núcleos (Palácio Pimenta, Santo António – que é o antigo Museu Antoniano, junto à Igreja de Santo António -, Teatro Romano – encosta sul do Castelo de S. Jorge -, Casa dos Bicos e Torreão Poente – no Terreiro do Paço), sendo gerido pela Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), uma empresa municipal.f

Comente esta notícia

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.