● É Natal, ninguém leva a mal e até haverá quem goste: vamos ‘falar’ de música.
Até poderá ser uma dica para pensarem em ofertas para esta época. Quando de comum acordo a Redacção deste jornal e eu afinámos a nossa colaboração, o que me foi pedido foi que em matéria de assuntos oscilasse entre o nosso espaço regional e a cultura no sentido lato.
Hoje é cultura musical o tema. Comecei a comprar discos em miúdo e ainda eram de 78 rpm (rotações por minuto), quebravam-se facilmente e podiam ser reproduzidos nos velhos gramofones com corda mecânica.
Mas também nos gira-discos eléctricos, esses sim da minha geração. Na casa onde nasci em Lisboa ainda havia um de manivela para dar corda, o que não admira, pois a casa foi da minha bisavó, que ainda conheci, avós e pais.
Mas de acetato, plástico da primeira geração, só tive 2 ou 3 discos. Uma nova era chegava, a dos discos de vinil em vários formatos e para serem reproduzidos em várias rotações.
Em 45 rpm com 2 ou 4 músicas. O vinil dava-lhes uma resistência muito grande, mas o rótulo de inquebráveis era exagerado, pois também se partiam, mas só com um grande impacto.
É neste plástico novo, de síntese apurada, que aparecem em 33 rpm, os famosos LP que nos dias de hoje voltaram a ser moda. Assistimos a gravações do mesmo trabalho no digital (CD) e também em LP! Mais tarde, apareceram as ‘cassete’ e o ‘cartucho’.
A principal inovação nos LP era a nova técnica, a microgravação, que permite uma reprodução extremamente fiel. Também os estúdios apuraram as técnicas de gravação de som, com ‘n’ pistas. Acredito que na música clássica tenham melhor desempenho alguns concertos captados em estúdio que em palco. Claro que nada retira o valor de se estar a ouvir ao vivo e em directo qualquer concerto de qualquer tipo de música – aí é o factor do contacto humano que funciona.
Agora uma nota triste: vendi uma centena e meia de LPs no final dos anos 60 do século passado e disso me arrependo. Nem sei porque o fiz, mas a receita gerada deve-me ter dado jeito!
Pouco tempo depois, quando comprei a primeira aparelhagem estereofónica, já casado, recomecei a comprar os Long Play e desses sim, restam 30!
A tal dica, baseada no meu gosto pessoal, aqui fica: Buddy Rich (baterista) ‘I Cover The Waterfront’, Beethoven / Concerto n.º 5 Imperador Orquestra Filarmónica do Sul da Alemanha dirige H. Gmur – no piano Michael Rosengarten, Jean-Luc Ponty (violino) ‘Civilized Evil’, Ravel / Bolero – La Valse – Dphenis et Chloe suite 2 Orquestra Filarmónica de Strasbourg dirige A. Lombard, Gabriela Shaaf (voz) ´Video’, Trovante (grupo) ‘Cais das Colinas’, Nuno da Câmara Pereira (fado) ‘Mar Português’, Maria João (voz) ‘Quinteto’, Rão Kyao (saxofone) ‘Fado Bailado’, Rão Kyao (flauta) ‘Estrada da Luz’. Boas Festas.f

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