● Para o leitores que tropeçam neste ‘Ponto de Vista’, presto esta informação: publiquei quase duas dezenas de crónicas sobre Carcavelos. Está bem de ver que emitimos sempre uma a nossa visão dos acontecimentos. Estamos numa publicação que resiste às actuais dificuldades acrescidas e já recordamos com saudade as dificuldades normais de 2019! ‘Resistir’ é a palavra de ordem. A nossa independência mantém-se suportada por anunciantes que também travam uma luta parecida. Informar e distrair de modo digno é o lema!
Revendo os temas abordados desde a primeira hora (Março de 2019), encontramos o primeiro texto dedicado ao músico Mário Piçarra, que faleceu nessa altura. De uma família tradicional em Carcavelos, era uma conhecida personagem local, de grande simpatia. Depois, era um músico importante no panorama nacional, defensor da Música Portuguesa desde os tempos dos seus grupos os ‘Chinchila’ e os ‘Terra a Terra’. Deixou-nos um último trabalho, o CD ‘Claridade’, com belas melodias e letras fantásticas. Era esse CD que estava em início de divulgação quando faleceu. Foi para mim um rude golpe pois a nossa amizade vinha desde 1961 e os nossos encontros eram frequentes numa tertúlia de músicos, poetas e outros amigos, que ambos frequentávamos, nos últimos 15 anos. Abordámos depois temas como o da virtude de termos em União duas freguesias e também demos um mergulho no passado recente, em que a propósito de uma lista telefónica do princípio do século XX, recordávamos nomes de pessoas e entidades que aqui estiveram antes de nós. O passado torna-se presente quando o evocamos, recorrendo à memória e aos registos impressos, e é sempre possível tirar lições de experiências bem ou mal sucedidas, para evitar repetição de erros. Tivemos oportunidade de trazer a esta coluna, a memória de gente boa que já não está entre nós como a mediadora cultural Professora Odete Morgado, o popular carcavelense Alferes José Fidalgo, falecido em Moçambique na Guerra Colonial, e o Atleta Olímpico Raul Dinis.Mas nem tudo o que referimos desapareceu e temos referências da terra em actividade – a centenária ‘Pastelaria Primavera’ e a incontornável ‘Esplanada do Café São Jorge’, tão úteis em tempos de pandemia. Se calhar até algum de vós está neste momento num destes cafés. Tragam-me mais uma bica, por favor!.f

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