Livros sobre Carcavelos

• A propósito de livros, lembro que existem duas obras de interesse para os fregueses. A saber: “Carcavelos dos Cinco Sentidos” (dois volumes) e ‘100 Noites com Poemas’, publicadas em 2008, 2012 e 2014 e coordenadas pelo poeta Jorge Castro. A publicação destas obras foi apoiada pela Junta de Freguesia de Carcavelos Parede, Junta de Freguesia São Domingos de Rana e o Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras. Nestes livros constam referências a pessoas, instituições e locais de referência da freguesia.

“Carcavelos dos Cinco Sentidos”
Ao acaso, leio um poema de João Baptista Coelho e logo de seguida o significado do brasão da freguesia. Salto umas páginas e vejo uma foto da “Graça dos Bolos” na sua venda ambulante de praia. Saudades para alguns, ainda sobreviventes dessa época. Páginas à frente, vem a história de Luís Piçarra, tenor famoso. Vem do Alentejo para Carcavelos quando o seu pai compra a Quinta das Palmeiras e das Forras, ficando a família para sempre ligada a esta Vila.Depois, surge um artigo de homenagem aos “Al-zu-laich” (em árabe, a “arte do azulejo”). Arte nossa e uma bela herança de povos de longe que também escolheram a nossa terra e aqui estiveram centenas de anos. A empresa “Cerâmica de Carcavelos” é um marco nesta Vila e continua a honrar essa magnifica actividade, com a sua produção própria.
Ao longo dos dois volumes dos “Cinco Sentidos”, com as suas 580 páginas, são tantos os assuntos! Destaco agora, do segundo volume, a história de Amaro Paulo da Silva, avô de Maria Isabel da Silva Martinho Feio. Amaro Paulo era cocheiro da família Câmara (Belmonte) e foi o emissário que num galope foi até ao Paço da Pena, Sintra, para avisar a Rainha D. Amélia que o seu filho, o Rei D. Manuel II, a esperava em Mafra, para da praia da Ericeira partirem para o exilio (1910).

“100 Noites com Poemas”
Nas suas 270 páginas, consta o relato de uma odisseia conduzida pelo poeta Jorge Castro, entre 2005 e 2014, as tertúlias “Noites com Poemas”, realizadas na Biblioteca Municipal de São Domingos de Rana. É um desfilar de poetas, músicos e artistas de várias artes, nessas noites que reuniam, em média, 50 pessoas. Para muitos, era já um ritual.

Tenho esperança de ter despertado no meu leitor o desejo de conhecer estes belos livros que podem ser pedidos à União de Freguesias de Carcavelos e Parede e à Espaço e Memória – Associação Cultural de Oeiras. Também informo que nos três volumes o número de figuras é imenso e a maior parte raras! Boas leituras.f

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