Em Abril, o Grupo Municipal do Partido dos Animais e da Natureza (PAN) questionou a Câmara Municipal de Lisboa (CML) sobre o abate de árvores saudáveis no Parque Florestal de Monsanto (PFM).

O PAN queria saber “que árvores estão a ser abatidas e em que quantidade, bem como qual o plano que está a ser seguido e a sustentar a limpeza daquele que é o maior parque florestal português e considerado o pulmão da cidade de Lisboa”.

Segundo referiu o PAN ao ‘FREGUÊS DE BENFICA’, de acordo com “informação disponibilizada pela autarquia no local, estavam em causa trabalhos de desbaste florestal, no âmbito do PMDFCI e do Plano de Gestão Florestal (PGF)”. Todavia, para o PAN, baseando-se em imagens que lhe terão sido enviadas, “a acção parece ultrapassar largamente o que se entende por uma mera limpeza da floresta e de mato, a somar ao facto de se estar a acumular no local materiais provenientes dos cortes, que são altamente inflamáveis”.

A CML explica que “na situação concreta foi efectuado um desbaste arbóreo selectivo num povoamento de pinhal manso antigo, priorizando a remoção de árvores secas, em risco de queda, em mau estado vegetativo, ou em competição com outras, conforme previsto no Plano de Gestão Florestal em vigor”.

A CML refere que a intervenção “está a ser realizada segundo os critérios de gestão florestal definidos no PGF e, em simultâneo, tendo em consideração o recomendado pela Comissão da Defesa da Floresta Contra Incêndios (CMDFCI), assim como a proposta de intervenção apresentada pela Agência de Gestão Integrada dos Fogos Rurais (AGIF), no sentido de evitar situações que poderão ser catastróficas em caso de incêndio rural que possa ocorrer na zona”.

A autarquia esclareceu que “uma das zonas identificadas como prioritária foi a envolvência ao Hospital S. Francisco Xavier”.

O Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) 2019-2028, que deveria estar em vigor há anos, só foi aprovado pela Assembleia Municipal de Lisboa a 12 de Maio.

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