Como em outras freguesias, também em Benfica o voluntariado foi afectado pela pandemia de COVID-19. Com maiores ou menores dificuldades, o apoio social continua a ser prestado a quem precisa.

A Paróquia de Nossa Senhora do Amparo, que abrange a freguesia, mantém o apoio domiciliário: entrega de refeições, prestação de cuidados de higiene pessoal, transporte de roupa e distribuição de refeições a carenciados.

A Paróquia trabalha em rede com outras instituições, como a Junta de Freguesia e a Santa Casa da Misericórdia. Todavia, foi suspenso o convívio de idosos e encerrado o refeitório social, como nos explicou a responsável do Centro Social da Paróquia. “Enviámos a lista dos nossos utentes à Junta de Freguesia, que os atende na Escola Silva Porto”, refere.

VOLUNTARIADO EM DIFICULDADES

O núcleo do movimento Re-Food, que se dedica à recolha e distribuição gratuita de refeições a pessoas com maiores carências, encerrou, “mesmo antes de os restaurantes fecharem”, conforme explicou Helena Baptista, coordenadora daquela unidade local. Falta de voluntários, muitos deles idosos e sujeitos a confinamento, e escassez de parceiros onde o núcleo recolhia refeições para distribuição inviabilizaram a missão deste Re-Food.

“Agora trabalhamos com a Junta de Freguesia, que abastece os nossos beneficiários no seu centro social”, refere. Estão em causa cerca de 30 famílias.

AUTARQUIA DISTRIBUE APOIOS

A Junta de Freguesia também contribui para o apoio social local. Além de entregar bens alimentares e refeições, responder a pedidos de entrega de produtos farmacêuticos e prestar serviço de pet sitting ou simples acompanhamento, organizou uma recolha de material informático para criar um banco de equipamentos destinado a apoiar alunos carenciados no ensino à distância.

“A equipa de informáticos da Junta efectuará todas as reparações, actualizações e manutenções necessárias nestes equipamentos de modo a estarem operacionais para posterior entrega às famílias”, refere a autarquia, assumindo que “continuará a garantir a continuidade de todos os seus projectos na área da educação e formação, durante o 3.o período escolar”.

Paralelamente, a autarquia presta apoio psicológico gratuito aos 30 operacionais permanentes dos Bombeiros Voluntários da Ajuda, cuja corporação cobre a freguesia.

Estes ‘soldados da paz’ desinfectam as ruas da freguesia e transportam idosos ou utentes carenciados sinalizados pela autarquia. A Junta de Freguesia entrega ainda bens alimentares para refeições dos operacionais durante o período da pandemia.

ESTADO DE EMERGÊNCIA ATÉ 2 DE MAIO

O terceiro Estado de Emergência prolonga-se até 2 de Maio, tendo começado no passado dia 18 de Abril. O dever de recolhimento continua a só poder ser quebrado para actividades como aquisição de bens e serviços de primeira necessidade; desempenho de actividades profissionais; procura de trabalho ou resposta a oferta de trabalho; motivos de saúde; acolhimento de vítimas de violência doméstica ou tráfico de seres humanos, bem como de crianças e jovens em risco; assistência a pessoas vulneráveis, pessoas com deficiência, filhos, progenitores, idosos ou dependentes; acompanhamento de menores em deslocações de curta duração ao ar livre e para efeitos de passeio de animais; períodos curtos de actividade física; e deslocações no âmbito do exercício da liberdade de imprensa.

11.º e 12.º ANOS SEM RECOMEÇO MARCADO

O 11.º e o 12.º anos poderão ter aulas presenciais em datas a anunciar e apenas para disciplinas sujeitas a exame específico de acesso ao Ensino Superior. Esta questão só será decidida em função da evolução da pandemia em Portugal.

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