A transferência do Museu Nacional de Música (MNM) do Alto dos Moinhos para Mafra foi adiada novamente. A Câmara Municipal de Mafra (CMM) voltou a prolongar o prazo para apresentação de propostas, desta vez por causa da pandemia.

Pela segunda vez, a CMM prorrogou o concurso para o projecto de instalação do MNM no Palácio Nacional de Mafra. O motivo alegado foi a crise sanitária, que provocou o encerramento de gabinetes de arquitectura.

O concurso, lançado pela autarquia em Novembro de 2019, já tinha sido adiado uma vez, até 13 de Abril, devido a ajustes técnicos de adequação, segundo explicação de Hélder Silva, presidente da autarquia.

Embora o valor do concurso não tenha sido divulgado, Graça Fonseca, ministra da Cultura, já referiu que as obras no Palácio de Mafra implicariam um investimento de dois milhões de euros.

INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS

Desde 1994, o MNM está instalado na estação de Metro ‘Alto dos Moinhos’ e a sua transferência foi determinada pelo fim do protocolo entre o Metropolitano de Lisboa e o Museu da Música, tendo sido decidido a sua deslocalização para Mafra.

A decisão governamental já teve várias versões. Uma delas, defendida por Castro Mendes, ex-ministro da Cultura, previa dois pólos: uma exposição permanente em Mafra, ficando o Arquivo Nacional Sonoro e património alusivo à Música Portuguesa e à Etnomusicologia em Lisboa.

Graça Fonseca optou pela instalação por inteiro do património do museu na ala norte do Palácio Nacional de Mafra, onde já esteve entre 1991 e 1994, antes da mudança para as actuais instalações. Anteriormente, esteve também desde 1975 na Biblioteca Nacional.

PETIÇÃO EM ANÁLISE

A transferência do MNM para Mafra tem gerado descontentamento em alguns sectores da freguesia e da cidade. A 6 de Setembro do ano passado, entrou na Assembleia Municipal de Lisboa uma petição com 803 assinaturas a defender a manutenção deste equipa- mento na Capital.

Entre outros argumentos, os peticionários alegam que “a existência de doações e legados a favor do MNM é favorecida pela visibilidade e proximidade que lhe é dada pela sua permanência em Lisboa”. Estes fregueses e cidadãos lembram que tem havido apoios e doações que estão relacionados com a manutenção das instalações definitivas do museu na capital.

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