A fraca ocupação dos dois mercados de São Domingos de Benfica é uma realidade.

 

● O Mercado de S. Domingos de Benfica (MSDB) e o Mercado Bairro S. João (MBSJ), ambos geridos pela Junta de Freguesia, registam uma fraca ocupação. Longe vão os tempos em que estes equipamentos eram centros de vida local.
O primeiro, com décadas de existência, já conheceu melhores dias, conforme nos disseram os poucos operadores que ainda ali mantêm negócio. Actualmente, são visíveis as bancas vazias, as lojas sem actividade e, no piso superior, salas fechadas.
No mercado, resistem uma peixeira e dois espaços de venda de frutas e legumes, aos quais se junta uma cafetaria, uma loja de artesanato e outra de fabrico de sabões. A partir desta semana e contra a corrente, passa a existir também um restaurante de arroz tailandês, com porta aberta apenas para o exterior do mercado.
A opinião da generalidade dos operadores que ali se mantêm converge numa evidência: quase não há movimento e o futuro é incerto, apesar das promessas segundo as quais condições vão melhorar. “Há anos que isto está assim”, refere um dos comerciantes. Outro dos operadores queixa-se de que chove sobre a sua banca. E lembra que algumas lojas já estiveram ocupadas por pequenos projectos empresariais, apoiados pela JFSDB, mas que não tiveram condições de se manter e deixaram o local.
As explicações para esta situação são várias: degradação do edifício, pouco dinamismo no espaço, difícil estacionamento na zona e concorrência de outros estabelecimentos, designadamente as grandes superfícies com horários mais convenientes, e mesmo as lojas da vizinhança. Pelo meio, a especulação de que querem vencer os comerciantes pelo cansaço para que partam e deixem o espaço livre para outra finalidade. Mas por enquanto, não passa de um boato que corre de boca em boca. Até porque o fabrico do gelo mantém-se e a higiene do mercado é inatacável.
A JFSDB iniciou obras de requalificação no piso inferior que, entretanto, pararam. Por falta de dinheiro ou porque os empreiteiros faliram, sendo preciso recomeçar os procedimentos administrativos da contratação pública.
Um dos comerciantes defende que a JFSDB poderia dinamizar o mercado com actividades lúdicas, culturais ou educativas, “como música, sessões de dança, palestras, pois isso atrairia clientes”.
Apesar das dificuldades, um novo operador abre portas esta semana com uma proposta de restauração que considera ser única em Lisboa. O ‘Mixed Martial Rice’ vai ter serviço no interior, de esplanada e de take-away. Os seus promotores afirmam que o negócio tem “pernas para andar”, pois o perfil dos residentes da zona está a rejuvenescer. O fim da pandemia, a população mais jovem na vizinhança e uma oferta inovadora vocacionada para toda a cidade abrem boas perspectivas.
O outro mercado da freguesia, o MBSJ, na Rua Virgílio Correia, nas Laranjeiras, também não está pujante. Podemos observar que quatro bancas estão fechadas e resta apenas um vendedor de frutas e legumes. “Os outros que aí estavam saíram, não sei porquê, e fiquei só”, refere o único resistente, sem se queixar das condições. O negócio vai bem e tem clientes, até porque não tem concorrência no espaço.
Questionámos a JFSDB sobre toda esta problemática, mas até ao fecho da edição não obtivemos resposta.f
JORGE ALVES

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