O Externato Marista de Lisboa (EML), privado, foi a escola secundária da freguesia melhor classificada nos diversos rankings escolares de 2020 publicados em vários órgãos de comunicação social, superando o Instituto Militar Pupilos do Exército (IMPE), público.

● No ranking ‘Correio da Manhã’, que incidiu sobre estabelecimentos de ensino secundário nos quais se realizaram mais de 30 exames e com uma ordenação feita pela média das notas de todos os exames do secundário (10º, 11º, 12º) realizados no último ano lectivo, o EML ficou em 44º lugar e o IMPE em 415º, a longa distância, num total de 627 escolas portuguesas e estrangeiras.
No ranking ‘Público/Católica Porto Business School’, que incidiu sobre 567 escolas secundárias onde se realizaram pelo menos 62 exames em 2020 por alunos que foram à 1ª fase dos exames nacionais em pelo menos uma das 8 provas mais concorridas (Português, Matemática A, História A, Biologia e Geologia, Físico-Químicas A, Geografia A, Filosofia e Economia A), o EML ficou em 36º lugar. O IMPE não integra o ranking.
No ranking ‘SIC/EXPRESSO’, que ordena as escolas “pela média obtida pelos alunos internos na 1ª fase dos exames nacionais e também pelos que, sendo externos, frequentaram a escola o ano inteiro”, o EML ficou em 35º lugar e o IMPE em 398º, mais uma vez a longa distância.

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Resultados contestados

O ‘FREGUÊS DE SÂO DOMINGOS DE BENFICA’ procurou ouvir as duas instituições sobre os rankings. O Major Lopes Castanheira, Chefe de Gabinete de Apoio à Direcção e da Secção de Estudos e Relações Públicas do IMPE, refere que no caso desta instituição, estes resultados “estão errados”, mesmo seguindo os critérios dos meios de comunicação em causa, e “estamos a procurar saber como foram obtidos”.
O mesmo responsável, que atribui importância aos rankings, embora concorde com as críticas que lhes são feitas pelo ministro da Educação e outros operadores educativos, referiu ainda que o IMPE é uma escola profissional, pelo que só pode ser integrada num ranking de escolas secundárias de ensino profissional e não de ensino regular.
Já Eurico Santos, Director do EML, admite “um certo grau de satisfação” pela sua posição nos rankings, embora tenha consciência de que “há toda uma outra realidade de aprendizagens que é desenvolvida pelos nossos alunos, acompanhados e orientados pelos nossos professores e educadores”. Sem comentar a diferença que o separa do IMPE, atribui a classificação do EML ao trabalho desenvolvido por alunos, professores e educadores e ao envolvimento das famílias.
Os rankings escolares são críticados pela generalidade dos operadores educativos. Para Tiago Brandão Rodrigues, ministro da Educação, , o ranking das escolas “é muito redutor”, preferindo valorizar o “trabalho que se faz nas escolas, nomeadamente nas escolas públicas, e que não é visível nessa seriação crua”. Estes rankings existem há cerca de duas décadas e são realizados com dados fornecidos pelo Ministério da Educação.
A Associação dos Directores das Escolas Públicas, pela voz de Filinto Lima, considera que “fazer um ranking, chamado de escolas, usando só um indicador”, “é muito redutor e é muito injusto para aquelas escolas que muitas vezes ficam nos últimos lugares e fazem um trabalho de excelência fantástico, tendo em conta a sua realidade sócio-económica”.
Já para Jorge Ascenção, presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP), citado pela LUSA e Jornal de Notícias, “a comparação ajuda-nos sempre a melhorar e a evoluir, se olharmos para ela nesta perspectiva”.
O mesmo responsável, porém, alertou para a realidade dos últimos exames, que não deve ser comparável à de outros anos devido às alterações provocadas pela pandemia.f
JORGE ALVES

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