Linha-cascais
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A empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) avançou para a última fase da modernização da Linha de Cascais. No início de Fevereiro, foi anunciada a abertura do concurso público, publicado em ‘Diário da República’, para elaboração do ‘Projecto de Execução de Intervenções de Beneficiação em Estações, Interfaces e de Supressão de Passagens de Nível’ na linha que liga Cascais ao Cais do Sodré, em Lisboa. O objectivo da intervenção, que ocorrerá em 17 estações, “é garantir mais segurança, mais conforto e melhores acessibilidades”, refere a empresa. As obras devem começar no próximo ano e implicam um investimento de 12 milhões de euros.

● “A melhoria das condições de acesso às plataformas, o conforto, comodidade e qualidade do serviço prestado aos milhares de utentes que diariamente utilizam a Linha de Cascais” são os argumentos principais mencionados pela IP para a renovação das estações, “realizada no âmbito do Projecto de Modernização” da linha que a empresa pública está a desenvolver e que tem vindo a ser reclamada por utentes e autarcas dos três concelhos servidos ao longo do seu trajecto.
Segundo defende a IP, “estas medidas de beneficiação contribuirão para tornar o transporte ferroviário mais atractivo e competitivo, comparativamente ao uso individual do automóvel, prosseguindo-se o cumprimento das directivas estratégicas nacionais para a descarbonização das cadeias de mobilidade”. As obras deverão começar durante o segundo semestre de 2022 e prevê-se que possam estar concluídas até ao final de 2023. A eficácia do serviço prestado e a necessidade de retirar das estradas milhares de automóveis particulares que criam filas diárias intermináveis são desejos há muito expressos por todos.

Acessibilidades melhoradas

Depois de terem já avançado os concursos para elaboração dos projectos com vista a mudar a linha férrea existente e renovar a instalação da catenária para poder ser adaptada ao sistema de tensão existente na restante rede ferroviária nacional (o que permitirá acabar com o isolamento desta linha), bem como os sistemas de sinalização e telecomunicações, é agora a vez de arrancar a remodelação das estações.
Em matéria de plataformas e acessibilidades, os trabalhos a realizar consistem na remodelação dos pavimentos, com a instalação de pavimentos tácteis, com Faixa de Segurança, Faixa de Encaminhamento e Faixa de Cautela, em todas as plataformas e percursos pedonais desde os acessos exteriores às estações e apeadeiros, incluindo nos atravessamentos desnivelados.
No âmbito do Projecto de Modernização da Linha de Cascais, está também prevista a reformulação das rampas de acesso já existentes e a criação de novas rampas para acesso directo ao interior das carruagens. Está igualmente programada a substituição integral e a melhoria da sinalética de orientação e informação existente nos edifícios das estações e apeadeiros.
A beneficiação dos abrigos de passageiros e das coberturas de plataformas existentes, bem como a relocalização ou construção de novos são outros aspectos do projecto. No que aos atravessamentos desnivelados diz respeito, serão instalados ascensores em algumas estações e remodeladas rampas, para facilitar a acessibilidade a pessoas com mobilidade condicionada.
As obras a realizar contemplam ainda intervenções pontuais de reabilitação dos edifícios de passageiros, a remodelação da iluminação das plataformas, acessos, abrigos e coberturas, dotando-os com novos equipamentos de tecnologia LED com maior eficiência energética, e a criação de um parque de estacionamento na Estação de Paço de Arcos.

Reforço da segurança

Ao nível do reforço da segurança rodoviária e da circulação pedonal, a IP aponta para a eliminação dos “constrangimentos e dos riscos associados aos atravessamentos de nível existentes na Linha de Cascais”. Para isso, está prevista “a supressão de três locais de atravessamentos de nível e a criação de alternativas mais cómodas e seguras para pessoas com mobilidade condicionada”.
Neste capítulo, as intervenções programadas constam da adaptação de três passagens pedonais localizadas em Santos, Belém e Monte Estoril. No primeiro caso, será suprimida a passagem pedonal existente destinada apenas a pessoas com mobilidade condicionada e instalados elevadores na passagem superior pedonal existente no apeadeiro. Em Belém será também suprimida a passagem pedonal para pessoas com mobilidade condicionada, que passarão a poder contar com uma cadeira elevatória a ser instalada no apeadeiro para acesso à passagem superior pedonal. Finalmente, no Monte Estoril será suprimida a passagem pedonal através da adaptação da passagem inferior pedonal ali existente.

Integrar infraestrutura na rede nacional

O Projecto de Modernização da Linha de Cascais, co-financiado pelo POSEUR (Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso dos Recursos), vai, segundo a IP, “reforçar e melhorar as condições de exploração, potenciando o crescimento da procura e a maior sustentabilidade económico-financeira do sistema ferroviário na região de Lisboa”, bem como “a integração da infraestrutura no sistema multimodal de transportes, tornando-o mais atractivo e ecológico”.
De acordo com o montante estimado tornado público pela empresa Infraestruturas de Portugal, a modernização da Linha Ferroviária de Cascais deverá custar 77 milhões de euros, 50 milhões dos quais assegurados por financiamento comunitário com recurso ao Fundo de Coesão, um dos instrumentos financeiros da Política Regional da União Europeia, através do programa POSEUR.f
LUIS CURADO

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