Com as dívidas pagas, o clube ‘Leões das Furnas’ quer ter a renovação das suas instalações concluídas até ao fim do Verão. Rentabilizar as infra-estruturas, organizar a contabilidade, criar hortas urbanas e inscrever equipas de futsal em competições oficiais são os outros objectivos a curto prazo.

● As obras de requalificação das infra-estruturas dos ‘Leões das Furnas’ devem terminar até ao final do Verão, admitiu Francisco Álvares, um dos seus directores. Segundo explicou ao ‘FREGUÊS DE SÃO DOMINGOS DE BENFICA’, quando assumiu os destinos do clube, em 2019, a actual direcção teve de fazer face a dívidas e a um nível muito reduzido de actividade, resultante da escassez de recursos financeiros.
Desde então, os novos dirigentes dedicaram-se a pagar as dívidas, recuperar as infra-estruturas, que apresentavam alguma degradação, e a reorganizar a vida financeira e administrativa do clube. “Tínhamos problemas de canalizações, esgotos e electricidade, havia salas e cabines estragadas”, lembra o director do clube. Estas situações estão já resolvidas, segundo o dirigente.
Além de receitas próprias, o clube contou com o apoio da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica (6.500 euros e tintas para pintura de um muro) e com doações de amigos da instituição.
As receitas próprias decorrem do sub-aluguer de espaços a terceiros. No clube, cujas instalações são em terrenos da Câmara Municipal de Lisboa (CML), funciona uma barbearia, um ginásio (LF Gym), um bar cafetaria (Spot) e uma empresa de obras. Também um placard publicitário gera receita para a instituição. O clube cobra ainda a utilização do seu campo de futsal por terceiros.
O sub-aluguer dos espaços a terceiros será, aliás, a principal estratégia dos ’Leões das Furnas’ para obter receitas. Neste sentido, estão a ser valorizadas áreas exteriores, designadamente no 2.º piso e ao nível do campo de futsal. Francisco Álvares afirma que neste campo poderão funcionar actividades ao ar livre e, desse modo, constituir mais uma fonte de receita para o clube, já que sendo um espaço descoberto, não pode ser usado para competições oficiais da modalidade. Como a sua cobertura implica recursos de que o clube não dispõe, a opção será convertê-lo num “espaço multiusos” e subalugá-lo para a prática de modalidades fora de competições, para o que serão pintadas linhas de ténis, voleibol, basquetebol, andebol, além do futsal, explica Francisco Álvares. Até ao final deste ano, o clube pretende ainda substituir o relvado do campo.
Outras ideias estão em perspectiva, como a possibilidade da criação de um campo de padel para concessão a terceiros ou a exploração de actividades desportivas no exterior em parceria com o concessionário do ginásio, mas que por enquanto são meras hipóteses. A partir de 2022, o clube espera também obter uma receita que nunca teve por falta de contabilidade organizada: o subsídio da CML, que já é concedido a outros clubes da cidade, e que poderá ascender a três mil euros anuais, salienta Francisco Álvares. Ainda no plano organizativo, os ‘Leões das Furnas’ estão a actualizar os seus ficheiros de sócios, que serão actualmente de 300 activos.

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Modalidades desportivas: novo recomeço

No plano desportivo, o clube não desenvolve qualquer modalidade, embora já o tenha feito no passado. Mas os novos dirigentes prometem retomar as actividades desportivas.
O objectivo mais imediato é formar equipas masculinas de futsal – a sua grande tradição – nos escalões de iniciados, juvenis e juniores em competições da Associação de Futebol de Lisboa já na próxima época.
Outra meta do clube é a criação de hortas urbanas dentro do seu perímetro. Além da componente de responsabilidade social, a medida terá vantagem para os ‘Leões das Furnas’, pois ao cuidarem dos seus talhões, os utilizadores estarão a cuidar de terrenos da colectividade.
Francisco Álvares explica que o uso dos terrenos será gratuito e a produção pertencerá aos utilizadores, que só terão de pagar a utilização da água.
Por tratar está ainda outro terreno do clube, onde cresce vegetação desordenadamente e que pela sua inclinação não parece propício ao aproveitamento como horta urbana. f
JORGE ALVES

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