As dificuldades são comuns a todos os lares da freguesia: adaptação aos procedimentos e encargos acrescidos que não estavam previstos, como a realização de testes, pessoal médico e aquisição de Equipamentos de Protecção Individual, cujo preço disparou. Também se verificou a redução de pessoal em alguns lares por terem patologias consideradas de risco.

• Outra circunstância agrava a situação: falta de utentes, devido ao receio de serem infectados por serem pessoas de risco. Por outro lado, os ajustes internos em relação às determinações das autoridades sanitárias “não se fazem de um dia para o outro” e têm gerado alterações na rotina dos utentes que se reflectem no seu estado de saúde.As restrições ou supressão de actividades e a desmoralização de colaboradores são novos problemas enfrentados pelos lares. A falta de apoio ou descoordenação das entidades “que agora fazem parte das equipas de apoio às Estruturas Residenciais Para Idosos (ERPI)”, como a Protecção Civil, a Segurança Social e as autoridades de Saúde Pública, são outros factores de descontentamento. Em Maio, o Lar Padre Carlos, do Centro Social e Paroquial de São Domingos de Benfica, viveu o drama das mortes por COVID-19. Até agora, terá sido o único caso de óbitos registado num lar da freguesia. A 13 de Outubro, duas funcionárias do Lar Rainha Santa Isabel permaneciam em isolamento porque “os respectivos maridos acusaram positivo”, revela a gestora da instituição.f

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