De acordo com Natércia Cabral, presidente do Conselho Superior das Obras Públicas (CSOP), a ligação da Linha Ferroviária de Cascais à Linha de Cintura não deve ser encarada como uma prioridade, sendo aconselhada a “reavaliação” do projecto antes de se avançar. Segundo esta responsável, ouvida na Comissão de Obras Públicas na Assembleia da República, “a Linha de Cascais é de serviço metropolitano” e fazer essa ligação sem que outras medidas sejam tomadas ocupará espaço para melhorar as ligações entre a Margem Sul e a Margem Norte do Tejo.

“É preciso reavaliar isso, porque não é a prioridade das prioridades”, assinalou a presidente do CSOP, que tem por missão elaborar pareceres de carácter técnico, económico e financeiro sobre os projectos que sejam submetidos à sua apreciação, por imposição legal ou pelo membro do Governo responsável pela área das Obras Públicas. Na análise que fez dos investimentos estratégicos propostos no Programa Nacional de Investimentos (PNI 2030), o CSOP recomendou a “reformulação da ligação ferroviária Lisboa-Cascais, redireccionando o investimento para a modernização
da Linha de Cascais, mas numa perspectiva territorial metropolitana”. O CSOP identificou dois projectos com prioridade máxima: o Programa de Aumento de Capacidade na Rede Ferroviária das Áreas Metropolitanas (155 milhões de euros) e a nova linha Sines – Grândola (120 milhões).f

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