Em Julho vai ser constituída a Associação de Moradores da Quinta da Granja/Colégio Militar (AMQGCM), que está a ser promovida por uma Comissão Instaladora, liderada por Francisco Melo Ferreira.

● Segundo este residente, o desejo de alguns moradores da Quinta da Granja/Colégio Militar verem resolvidos alguns problemas na sua zona de residência incentivou a constituição da AMQGCM.
Os moradores consideram que existem algumas questões prementes a serem resolvidas nomeadamente o levantamento do piso no Largo Cura Mariano devido às raízes de árvores de grande porte e o bloqueio sistemático do acesso ao túnel de acesso ao parque de estacionamento ‘Andrea Parque’.

Problemas a resolver

A questão do referido piso é a situação mais grave, porque situa-se sobre o tecto de um parque de estacionamento correndo-se o risco de se registarem danos no isolamento da estrutura. “As árvores estão plantadas numa base de terra com 1,20 metros sobre o tecto do estacionamento. Já vários idosos tropeçaram ali e há o risco de queda das árvores”, refere Francisco Melo Ferreira, ele próprio um dos proprietários do ‘Andrea Parque’, um estacionamento privado com 22 anos de existência, 117 sócios e 130 lugares.
Depois de propôr à direcção do ‘Andrea Parque’ uma reunião com a Junta de Freguesia (JFB) para discutir o assunto, Francisco Melo Ferreira agendou um encontro no local com um elemento da autarquia, que ali se deslocou em Janeiro e registou a situação. Pouco tempo depois, as deficiências de iluminação do local foram resolvidas. Já os problemas devido ao bloqueio do túnel de acesso ao parque de estacionamento, que envolve fiscalização policial, está por resolver, “por falta de recursos humanos”. Também existe “um projecto de mitigação da situação actual, que consiste em fazer um canteiro elevado, talvez com um metro de altura de terra, para as raízes se sentirem mais soltas e subirem em vez de descerem, procurando não furar o tecto das garagens. Não vai resolver o problema totalmente, mas vai minimizá-lo”.

Junta patrocinou constituição da Associação de moradores a pedido dos seus promotores. um elemento da JUNTA de FREGUESIA e um morador recolheram nomes para formar a Comissão Instaladora.

Em Fevereiro, Ricardo Marques, presidente da FFB, visitou o Largo Cura Mariano, “acompanhado por uma arquitecta” e garantiu que ia avançar com um projecto de requalificação da zona”, aludindo às árvores, recorda Francisco Melo Ferreira. “No final do encontro, perguntámos ao presidente da Junta o que podíamos fazer para alertar a autarquia para várias situações e ele remeteu-nos para um site, O Bairro de Benfica, onde se reportam as situações, e falou também em associações de moradores”, refere Francisco Melo Ferreira, acrescentando que até então “desconhecia que havia associações de moradores em Benfica”.
Posteriormente, “falámos com a JFB e surgiu a ideia de criar uma associação para assumir o papel que é feito actualmente por alguns residentes não só em relação à nossa praça, mas também em relação à Praça Santos Andrea”, assinala. “Solicitámos informações sobre a constituição de Associações de Moradores e pensámos em pessoas que conhecíamos, pois somos 117 sócios no Andrea Parque”. O nosso interlocutor afirma que “não conhecia a cor política das pessoas” e que o interesse foi apenas “baseado no que as pessoas eram capazes de fazer, no seu dinamismo”. A Comissão Instaladora é constituída por 11 pessoas, uma das quais, é Paula Portugal, actualmente membro da Assembleia de Freguesia pelo CDS/PP.

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Intervenção da Junta

A JFB pretendeu apresentar o projecto de requalificação das árvores do Largo Cura Mariano aos moradores, tendo convocado uma reunião para o dia 19 de Abril, em cuja ordem de trabalhos constava “a criação de uma Associação de Moradores da Zona da Quinta da Granja/Colégio Militar”. Este patrocínio da autarquia da Comissão de Moradores deveu-se, segundo Francisco Melo Ferreira, a um pedido dos moradores “porque seria uma forma de angariar pessoas” para aderirem à nova entidade da freguesia.

Ao ‘FREGUÊS DE BENFICA’, vários elementos da comissão revelaram desconhecer qualquer abaixo-assinado de moradores apelando à presença da EMEL nesses locais, conforme foi divulgado por Ricardo Marques, presidente da JFB

Segundo este morador, o presidente da JFB reconheceu-o na assistência e chamou-o à mesa dos organizadores da reunião para tomar a palavra. “Descrevi o que foi feito no ‘Andrea Parque’, dizendo que seria óptimo que todos os que estavam ali presentes pudessem entrar numa organização que pudesse alertar a JFB para os problemas que há para resolver”, afirma.
No final da reunião, um elemento da JFB e outro dos moradores recolheram nomes para formar a Comissão Instaladora da associação. De acordo com Francisco Melo Ferreira, que assume um papel reivindicativo para a futura associação, os membros acabaram por ser essencialmente as pessoas mais interventivas na reunião com a JFB.

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Abaixo-assinado desconhecido

Ao ‘FREGUÊS DE BENFICA’, vários elementos da comissão revelaram desconhecer qualquer abaixo-assinado de moradores apelando à presença da EMEL nesses locais, conforme foi divulgado por Ricardo Marques.
A Comissão Instaladora não tem uma posição sobre a presença da EMEL nas zonas de estacionamento gratuito que ainda existem na sua área de abrangência - Praça Santos Andrea, Rua José Batista de Sousa e Rua Mestre Lima de Freitas -, embora alguns dos seus membros, a título meramente pessoal, lhe sejam favoráveis. “Serviria para organizar o estacionamento”, alega um dos elementos.
Segundo a Comissão Instaladora, a sua zona de abrangência corresponde a um quadrilátero delimitado pela Rua Dr. João Couto (inclusive) até à entrada da Estrada de Benfica, desde a farmácia Benfiluz até ao cruzamento da Av. do Uruguai, apenas pelos números pares, pela Av. do Uruguai até ao eixo da Av. Lusíada, apenas pelos números pares, e pelo eixo da Av. Lusíada até à Av. Dr. João Couto, integrando a zona da estação Colégio Militar. A zona 9 C da EMEL não coincide com o quadrilátero, mas está integrada nele.
A Comissão Instaladora não tem posição formada sobre se apoiará ou não a realização de uma eventual consulta pública informal que a JFB possa vir a fazer aos fregueses sobre a presença da EMEL em zonas que actualmente têm estacionamento gratuito na área de intervenção da futura associação de moradores. Estas Consultas de Bairro, promovidas pela Junta de Freguesia de Benfica, são ilegais segundo a Provedora da República.
REDACÇÃO

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