A direcção da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho (ESMAVC) faz um balanço global positivo do primeiro ano de implementação do Plano de Inovação Curricular (PIC), previsto para vigorar entre 2020 e 2023. O sucesso mede-se por elevadas taxas de aprovação.

● Nuno Baião, director da ESMAVC, adianta que “este projecto incide essencialmente em algumas disciplinas que funcionam no âmbito transdisciplinar”, envolvendo diversas matérias, que foram reestruturadas segundo um plano estratégico definido no início do projecto.
As disciplinas em que assenta este PIC “decorreram de forma agradável, não só por parte dos alunos, que acharam uma mais-valia na aplicabilidade deste novo currículo, como também por parte dos próprios professores, que desenvolveram uma dinâmica das práticas pedagógicas diferenciadas e fizeram com que houvesse maior interdisciplinaridade”, realça aquele responsável.
O director da ESMAVC explica: “Através do PIC, implementámos os Domínios de Autonomia Curricular (DAC)” associados às disciplinas dos ensinos profissionais. Neste projecto, o acompanhamento de uma certa disciplina é feito por dois professores da mesma disciplina, para que haja maior dinâmica na sala de aula: “enquanto um professor faz a exposição da matéria, o outro acompanha mais directamente os alunos”.

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Ambiente colaborativo

De acordo com Ana Noémia, professora responsável pela implementação do PIC, o primeiro ano caracterizou-se por um trabalho colaborativo entre professores e alunos, com bom ambiente na sala de aula. Igualmente positivas, foram a flexibilidade metodológica, a diminuição do número de aulas expositivas, melhoria do feedback, a participação dos alunos no processo de avaliação, a ausência de testes sumativos, substituídos por trabalhos de projecto.
Todavia, Ana Noémia reconhece constrangimentos do processo, nomeadamente, a carga horária de ‘Inglês’ no Curso Profissional de Cozinha e Pastelaria que “foi insuficiente para desenvolver algumas aprendizagens especiais” da disciplina que visa a comunicação profissional.
Por outro lado, “a pandemia também impediu a realização de algumas actividades”, como as ‘Aulas em Laboratórios de Aprendizagens Múltiplas’ (ALAM), por implicar forte interacção entre alunos e professores, e foi identificada a falta de material informático entre alguns alunos durante o período de Ensino à Distância. O segundo ano (2021/2022) arrancou sem as ALAM, igualmente devido à pandemia. “A decisão do Conselho Pedagógico foi unânime”, revela Nuno Baião. As ALAM continuavam sem se realizar, mas a direcção mantém em aberto a possibilidade da sua implementação no 2.º semestre deste ano.f JORGE ALVES

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