Um inquérito aos moradores realizado pela Associação de Residentes de São Domingos de Benfica (ARSDB) revela que a actuação da Empresa de Mobilidade e Estacionamento de Lisboa (EMEL) é considerada negativa. Segue-se a uma recolha de assinaturas junto da população para entregar uma interpelação à Junta de Freguesia (JFSDB) e à Câmara Municipal de Lisboa (CML).

● Os dirigentes da Associação de Residentes de São Domingos de Benfica (ARSDB) revelam que existiu uma tentativa de fraude em relação aos resultados do inquérito “de modo a favorecer a EMEL”. De um total de 869 votos, foram expurgados 720 votos devido a terem o mesmo ‘IP address’ “para que os dados finais não fossem adulterados”. Do número total de votos foram validados 149.
Duas perguntas foram propostas a votação: “a actuação da EMEL em São Domingos de Benfica tem sido genericamente positiva?” e a “vinda da EMEL trouxe melhorias no estacionamento na sua zona de residência?”
Um total de 103 moradores votaram ‘não’ (69%) à primeira questão, 41 optaram pelo ‘sim’ (28%) e 5 residentes mostraram-se indiferentes (3%); quanto à segunda pergunta, 101 votantes responderam ‘não’ (66%), 47 optaram pelo ‘sim’ (31%) e para um morador a questão é indiferente (1%).
Quatro moradores deixaram comentários (2%). Diz um, que a entrada da EMEL acabou com o estacionamento abusivo, mas a freguesia tem falta de lugares para os residentes; afirma outro que a organização do estacionamento melhorou, mas critica a falta de lugares disponíveis e a ‘caça às multas’ praticada pela EMEL; um terceiro, que não é um residente habitual, reivindica os mesmos direitos que são dados aos residentes permanentes; finalmente, o quarto comentário refere que ocorreram melhorias, mas acrescenta que não se podem “manter as mesmas zonas de estacionamento definidas nos anos 60, ou seja, o espaço possível de estacionamento está mal pensado, nomeadamente na Rua Conde Almoster. Para a ARSDB, os resultados do inquérito superam “as expectativas comparativamente com consultas semelhantes da Câmara Municipal de Lisboa e atendendo à dimensão da associação”. Os dirigentes da associação, concluem que “aos residentes foram criadas dificuldades no seu dia-a-dia”. Os resultados da consulta aos residentes “confirmam o mal-estar com a EMEL”. A direcção da ARSDB vai iniciar uma recolha de assinaturas junto da população, que decorrerá até ao final do ano, para interpelar a Junta de Freguesia. Os dirigentes da associação consideram ter fundamentos para manifestar o desagrado da população em relação ao comportamento da EMEL e vão exigir à autarquia “soluções de estacionamento”.

Rua Cidade de Rabat: situação crítica
De acordo com moradores da Rua Cidade de Rabat, os residentes com dístico de estacionamento têm sido multados, “apesar de não existirem alternativas para parqueamento”, sublinhando que “são poucos os edifícios com garagem” e que o “número de lugares disponíveis é extraordinariamente reduzido”. Devido a alterações legais, a EMEL multa onde não marca lugares de estacionamento. Os moradores criticam o silêncio da empresa“ quanto ao número de dísticos que vendeu e sobre quantos lugares existem”. Saliente-se que em dia de jogos de futebol no Estácio da Luz, durante os quais se verifica estacionamento abusivo, “a EMEL não faz fiscalização na zona.f

REDACÇÃO

Comente esta notícia

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.