Elias GarciaOs 195 lugares de estacionamento exclusivo para residentes criados na Av. Elias Garcia como alternativa ao estacionamento retirado da Av. de Berna devido à criação de uma ciclovia e um corredor bus está a ser alvo de críticas.

● Desde 15 de Março, que o modelo de estacionamento tarifado da EMEL (pago de Segunda a Sexta, das 9h às 19h) no troço da Av. Elias Garcia entre a Av. da República e a Av. Marquês de Sá da Bandeira passou a zona exclusiva de estacionamento para residentes com dístico de 24H, contemplando 195 lugares. A EMEL salienta que “não houve alteração de capacidade de lugares de estacionamento, apenas alteração do modelo de exploração para estacionamento reservado a residentes”, passando os 195 lugares até então tarifados a pertencer a uma bolsa de estacionamento exclusivo para moradores.
A alteração decorre de uma solicitação feita pela Junta de Freguesia e no âmbito da “intervenção na Av. de Berna para a criação de um corredor bus, assim como de pistas cicláveis unidireccionais em ambos os sentidos, com ligações às ciclovias existentes da Av. da República e da Praça de Espanha, e que vão usar o espaço até aqui ocupado pelo estacionamento naquele eixo”, salienta a autarquia.
Ana Gaspar, presidente da Junta de Freguesia, refere que os 195 lugares excedem “largamente” os “cerca de 60 residentes que habitualmente estacionam na Av. de Berna”, acrescentando que não se excluem “outras medidas de implementação de zonas de residentes”.
A autarca alega também que é uma questão de opção, ao fomentar novos meios de mobilidade e proteger quem tem automóvel sem dispôr de garagem num espaço público que é limitado.

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Solução da EMEL contestada

Esta solução tem sido contestada com vários argumentos. O ‘FREGUÊS DE AVENIDAS NOVAS’ ouviu alguns comerciantes locais, que se mostraram contra a medida. Um dos nossos interlocutores sintetizou o pensamento generalizado: “como só os residentes passam a poder parar aqui, quem vem de fora deixa de o fazer, o que é mau para nós”. Outros consideram que a solução vai piorar a situação existente porque entendem que não há fiscalização das zonas reservadas aos residentes. Outros ainda entendem que esta não é a solução para a perda de estacionamento na Av. de Berna, alegando que além do desaparecimento de cerca de 100 lugares, será estabelecida uma reserva numa rua que já está cheia ou fechada ao trânsito devido a prédios devolutos, aumentando a pressão nas ruas adjacentes. Há também quem defenda o acesso livre aos parques subterrâneos para os portadores de dístico de residente e quem considere que a medida vira residentes contra residentes e prejudica os visitantes, pois não possuem dístico por não residirem na rua.f

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JORGE ALVES

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