Apesar do adiamento devido ao contexto pandémico, a 90.ª edição da Feira do Livro mereceu apreciação positiva dos organizadores. Os visitantes cumpriram genericamente as regras e os indícios das vendas, embora provisórios, eram satisfatórios a um fim-de-semana do encerramento face ao contexto atípico.

● O balanço provisório da 90.ª edição da Feira do Livro de Lisboa, feito na última sexta-feira, a um fim-de-semana do seu encerramento, era globalmente positivo, segundo a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL). Em termos de vendas, os primeiros dias registaram resultados anormalmente bons que caíram, sem surpresa e como habitualmente, no segundo fim-de-semana (coincidindo desta vez com o primeiro fim-de-semana de regresso de férias). Na última semana, porém, as vendas voltaram a subir e era esperado um fim-de-semana final satisfatório. Se as quebras face ao ano anterior tiverem sido entre 30% e 40% para os expositores presentes, o resultado já terá sido considerado satisfatório, segundo a APEL.
O número de visitantes da segunda maior edição do evento, não terá andado próximo dos cerca de meio milhão habituais, por razões relacionadas com a pandemia. De acordo com a APEL, apoiada na observação dos livreiros participantes, a presença dos visitantes, que tiveram um comportamento cumpridor das regras de contingência impostas pela Direcção-Geral de Saúde (DGS), foi muito diluída pelos dias, permitindo evitar picos de presenças. Segundo a APEL, o Plano de Contingência foi aprovado pela DGS sem reparos, excepto em pequenos detalhes que não colidiram com a planificação geral.

Acesso controlado
Num ano atípico, logo demonstrado pelo adiamento do evento para o final do Verão, a Feira do Livro de 2020 manteve-se no Parque Eduardo VII, mas obedeceu a regras de saúde pública mais restritivas, como o uso obrigatório de máscaras protectoras no recinto, entradas controladas, higienização das mãos, recomendação de limite de visitantes por pavilhão (cinco, a verificar pelos livreiros), entre outras.
Este ano a entrada foi vedada com baias para controlo dos acessos, que se fez por quatro locais assumidos (dois a norte e dois a sul), as entradas pelo parque de estacionamento foram controladas, as infra-estruturas não essenciais foram dispensadas, o número de espaços de restauração foi reduzido, a lotação foi limitada a 3.300 visitantes em simultâneo e o programa cultural foi reduzido e limitado a auditórios igualmente com lotação restrita.
Sem prejuízo da contagem tradicional dos visitantes, este ano o evento foi sujeito, pela primeira vez, a uma contagem de visitantes por meios manuais.f
Jorge Alves

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