A evolução da pandemia da COVID-19 obrigou o comércio e os serviços da freguesia a adaptações constantes às orientações oficiais. Aqui fica a reacção da freguesia até à recente implementação do estado de emergência nacional.

No princípio de Março, o externato Grão Vasco sinalizou a chegada da COVID-19 à freguesia. Durante um dia encerrou preventivamente portas por causa de um aluno ter tido a mãe infectada e hospitalizada. Um excesso de zelo aproveitado para desinfectar as instalações e que terá sido bem compreendido pelos pais dos restantes alunos.

Entretanto, muito mudou. O vírus propagou-se no País e as autoridades tomaram medidas, designadamente no plano escolar. Uma foi o encerramento dos estabelecimentos escolares públicos e privados de todos os níveis de ensino à escala nacional.

Apenas funcionam alguns para servir refeições a crianças carenciadas e acolher filhos de pessoal hospitalar e de emergência. Nenhum em Benfica. Todavia, a Junta de Freguesia (JFB) decidiu manter em funcionamento os refeitórios das escolas Parque Silva Porto e Arq.º Ribeiro Telles para garantir o fornecimento de refeições aos alunos de famílias mais desfavorecidas.

Paralelamente, a JFB adiou espectáculos no Auditório Carlos Paredes e iniciativas de rua, cancelou actividades para seniores e encerrou a biblioteca, ludoteca, galeria de estudo e salas de exposição do Palácio Baldaya, além dos equipamentos desportivos. da freguesia.

COMÉRCIO E TRANSPORTES

Desde que a situação se agravou, várias entidades da freguesia adoptaram medidas preventivas. Os centros comerciais Fonte Nova e Colombo, em 19 de Março, tinham adoptado planos de contingência e flexibilizado horários. O primeiro, além de impor quatro pessoas por 100 metros quadrados e controlar entradas e saídas, reduziu em 2/3 os lugares no espaço de restauração e libertou os lojistas da obrigação de manterem os seus espaços abertos entre as 09h30 e as 20h00.

O Colombo impôs a mesma regra de quatro pessoas por 100 metros quadrados, passou a controlar entradas e saídas, e restringiu o número de pessoas nos espaços de restauração e, desde 16 de Março, permitiu aos lojistas, a título excepcional, abrirem ou não as suas lojas durante o horário do centro comercial, menos nos casos da farmácia e do hipermercado, que continuam abertos.

Com o estado de emergência, os centros comerciais ficam sujeitos ao fecho obrigatório de lojas, com excepção de serviços essenciais, como hipermercados, supermercados, farmácias, quiosques e papelarias.

MERCADO DE BENFICA ABERTO

Ainda no plano comercial, o Mercado de Benfica permanece aberto ao público, embora com o horário reduzido, de terça a sábado, das 8h00 às 14h00. A JFB encerrou “o mercado de venda exterior – Mercado Levante” até que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) “retire a ordem de encerramento”. O serviço de entregas ao domicílio mantém-se a funcionar reforçado “com equipas da Junta de Freguesia de Benfica, permitindo encomendas via telefone”.

A Junta de Freguesia também adoptou medidas de contingência para comerciantes e utilizadores, como “o reforço da limpeza e higienização do mercado, controle de entradas e saídas, higienização de todos os clientes, controlo do limite de pessoas seguindo o rácio definido de 0,04 pessoa por m2 o que perfaz um limite máximo de 81 pessoas dentro do mercado”.

Segundo referiu a JFB, “comerciantes e funcionários estão munidos de luvas e máscaras, fazem a higienização frequentemente” e “em cada banca existe uma zona de entregas dos alimentos que serão exclusivamente manuseados pelos comerciantes”. Foram igualmente delineados “traços no chão para delimitar distância de segurança com as bancas”, minimizando o risco de contaminação entre clientes e “os talhos passaram a ter apenas a porta exterior aberta, com filas no exterior e apenas 1 a 2 clientes dentro da loja”.

Questionada sobre se pondera encerrar o mercado, a JFB salientou que “o funcionamento do Mercado de Benfica é de interesse público e de Saúde Pública, por forma a assegurar o acesso da população da freguesia e limítrofe a produtos alimentares frescos (hortofrutícolas, peixe e carne), fundamental para manter uma alimentação saudável e para garantir que as pessoas mantenham o seu nível de imunidade alto”.

ISENÇÃO DE TAXAS

Entretanto, a JFB aprovou a isenção integral de taxas até 9 de Abril cobradas pela autarquia ao comércio tradicional. Um pacote financeiro extraordinário de 60 mil euros, “visando a aquisição de medicamentos, bens alimentares de primeira necessidade, assim como três serviços complementares de primeira necessidade para idosos, doentes crónicos e utentes de atendimento social”, aprovado pela Junta de Freguesia.

CULTOS

Quanto aos espaços de culto, as igrejas não seguiram de início todas a mesma política. A Igreja de Benfica seguiu as orientações da DGS e da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que se traduzem, além das medidas sanitárias, no encerramento dos espaços de culto.

A missa é celebrada apenas por emissão online, os casamentos só têm a presença dos esponsais, padre e padrinhos, os velórios realizam-se sem missas, o jardim de infância fechou e o refeitório social só fornece alimentos ensacados.

A Aliança Evangélica recomendou o encerramento de templos por duas semanas e o recurso à via online para celebrações e partilha de orações e a prática de cultos em casa. Já a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), optou inicialmente por manter as celebrações, respeitando o limite ao número de pessoas nos locais onde tal foi imposto, controlando a entrada do público e ampliando até o número de reuniões.

No templo, a orientação foi desde logo a de oferecer aos visitantes álcool em gel ou água e sabão para lavar as mãos, respeitar a distância de duas cadeiras entre cada pessoa, evitar orações com imposição de mãos e manter em casa as pessoas com saúde fragilizada. Porém, desde 18 de Março, as celebrações estão suspensas no templo da Av. Gomes Pereira.

Por outro lado, o cemitério de Benfica, até 16 de Março, estava a realizar funerais à porta fechada e os funcionários estariam a utilizar equipamentos integrais de protecção.

APOIO A GRUPOS DE MAIOR RISCO

“Não saia de casa. Nós vamos às compras por si”, é o mote de uma iniciativa da junta de Freguesia destinada a apoiar pessoas pertencentes a grupos de maior risco e que devem resguardar-se em casa nas compras de primeira necessidade. A JFB também lançou um serviço de ‘pet sitting’ para passear os animais de pessoas doentes ou sinalizadas no atendimento social.

Os interessados nestes serviços devem utilizar os números de telefone 217 123 003 ou 217 123 004. Em alternativa, também está disponível o email atendimentosocial@jf-benfica.pt.f

COVID-19

O QUE É

O COVID-19 é um coronavírus que afecta os seres humanos, provocando infecção semelhante a gripe comum ou pneumonia. Distingue-se da gripe por não ter uma vacina e apresentar uma maior taxa de mortalidade.

SINTOMAS

Febre, tosse, falta de ar (dificuldade respiratória), cansaço, pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos e eventualmente morte

PERÍODO DE INCUBAÇÃO

Entre 2 e 14 dias, mas ainda sob investigação

COMO SE TRANSMITE

• Gotículas respiratórias
• Contacto directo com secreções infeciosas
• Aerossóis em procedimentos terapêuticos que os produzem
• Tosse
• Espirro
• Contacto com superfícies ou objectos infectados seguido de contacto com a boca, nariz ou olhos

RECOMENDAÇÕES

• Lavar frequentemente as mãos, com água e sabão
• Usar lenços de papel (de utilização única) para se assoar
• Tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo flectido, e não para as mãos
• Evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca com mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias
• Evitar contacto próximo com pessoas com infecção respiratória
• Uso de máscaras em pessoas com sintomas de infecção respiratória (tosse ou espirro), suspeitas de infecção e pessoas que prestem cuidados a suspeitos de infecção.

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