boavistaBairro Boavista vai ficar irreconhecível: nova escola, nova igreja, nova praça e modernas habitações na zona de alvenaria. O investimento da Câmara Municipal de Lisboa é um dos mais importantes da freguesia. Alguns projectos de requalificação já entraram em obra.

● Já começaram as obras da nova EB 1/JI Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles, no Bairro Boavista, orçadas em cerca de 10 milhões de euros e que está previsto estarem concluídas em 2023.
A nova escola terá três salas para Jardim de Infância, com capacidade para 75 crianças, oito salas de 1º Ciclo que vão receber 206 crianças, instalações para a Orquestra Geração (concertos e ensaios), uma cozinha para confecção local e refeitório, um recreio verde, um ginásio (que poderá ser usado pela comunidade), um campo de jogos e uma área reservada para a futura construção de uma creche.
De acordo com Fernando Medina, presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), o novo edifício será “provavelmente a maior EB de Lisboa” e constituirá o maior investimento alguma vez feito pela autarquia numa escola.
A intervenção abrange uma área de 15 mil m2 e implica uma ampliação da área actual em mais 10 mil m2, com remoção de amianto e demolição da escola antiga, que ainda não ocorreu.
O projecto faz ainda a integração do recinto escolar na área do Parque Florestal de Monsanto.

Igreja acima dos 10 milhões

A nova escola integra-se num projecto de requalificação do espaço público do Bairro Boavista, que contempla ainda a renovação de uma praça, onde será construída uma nova igreja – que substituirá a antiga (a demolir) e terá duas capelas mortuárias (hoje inexistentes) -, um novo centro paroquial, um novo centro social e uma nova sede para os escuteiros.
Sem precisar quando começará a construção da igreja, fonte do atelier Bugio, um dos responsáveis pelo projecto de arquitectura desta requalificação (o outro é o atelier Matos Gameiro Arquitectos), assinado pelos arquitectos João Favila Menezes e Matos Gameiro, afirmou ao ‘FREGUÊS DE BENFICA’ que “desta intervenção dependem as acessibilidades à Escola”, pelo que “haverá um esforço para que, aquando da abertura da Escola, pelo menos, a parte das acessibilidades esteja concluída”, embora considere que “idealmente, deverá estar tudo concluído no mesmo momento”. Ou seja, dentro de dois anos. Quanto ao valor da obra, questionámos a empresa municipal Sociedade de Reabilitação Urbana – Lisboa Ocidental (SRU), responsável pela sua implementação, mas até ao fecho da presente edição não obtivemos qualquer resposta. Não obstante, uma fonte próxima do projecto adianta que “é muito superior ao da escola”, ou seja, acima dos 10 milhões de euros. Uma fonte eclesiástica, refere que o orçamento ainda não está fechado.
No dia 21 de Março, o projecto foi apresentado no bairro, para que os moradores e o pároco local se pronunciassem. No plano arquitectónico, uma fonte do atelier Bugio esclareceu que a nova igreja “será implantada, elevada sobre a praça, num ponto central da mesma, através da qual também se poderá aceder directamente ao adro através de uma escada” e que “alternativamente, está garantido o acesso a este nível desde a praça também por elevador, instalado no interior do Centro Paroquial”.
A mesma fonte explicou que “implantado num patamar intermédio entre a Praça e a futura Escola, o adro constitui-se como um espaço reservado e protegido que comunica directamente, através de uma larga passagem em ponte, com o exterior da Igreja, a partir do qual se acede ao seu interior”.
Desde o patamar intermédio pode aceder-se ao recinto escolar de duas formas distintas: através de uma rampa para norte, dando ligação ao espaço público ajardinado já existente, ou a partir de uma escada para sul, dando acesso imediato à plataforma onde se implanta a futura escola, gerando à cota alta um espaço ajardinado com vista sobre o bairro – condicionado a veículos de emergência e à tomada e largada de alunos com mobilidade reduzida – e facilitando também as ligações aos recentes núcleos habitacionais.
O adro e o corpo da igreja são alinhados com a R. Rainha Dona Maria I.

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60 milhões para novas habitações

Outra componente da requalificação do Bairro Boavista é a construção de 40 novos fogos, no valor de 4,5 milhões de euros, no quadro de uma operação de reabilitação de uma zona de alvenarias. A adjudicação desta empreitada foi aprovada pela CML em Fevereiro.
Paula Marques, vereadora da Habitação da CML, sublinha que a obra terá um prazo de execução de 18 meses e “contempla quatro blocos numa área total de 9.050 m2, bem como zonas verdes”.
Estes 40 fogos somam-se a outros 50 já em obra na zona de alvenaria e a 96 habitações já entregues em Novembro de 2019.
Segundo a CML, a operação de requalificação habitacional abrange um total de 500 “alvenarias construídas nas décadas de 40 e 50 e que hoje já não respondem às necessárias condições de habitabilidade” e que as construções dos edifícios mais recentes seguem parâmetros de “nova geração”, com “soluções inovadoras de eficiência energética e impacto ambiental, conforto térmico, optimização da exposição solar, aquecimento solar das águas e aproveitamento de caudais de chuva”.
De acordo com Fernando Medina, esta operação camarária representa um investimento de 60 milhões de euros.f REDACÇÃO

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