A generalidade dos comerciantes com actividade na zona da praça circular junto do Instituto Português de Oncologia (IPO), na Av. Marie Curie, está descontente com o resultado da requalificação daquele espaço.

● A intervenção autárquica, tal como ficou, “tornou-se um foco de insegurança, sendo propícia à aglomeração de pessoas, além de ter diminuído o estacionamento automóvel”, queixam-se alguns comerciantes que terão manifestado o seu desagrado junto de várias entidades, incluindo a Câmara Municipal de Lisboa, a Junta de Freguesia e autoridades policiais. Uma comerciante admitiu que a obra já lhe trouxe mais prejuízos dos que os que teve durante o Estado de Emergência. Segundo uma fonte, que cita informação obtida na Junta de Freguesia, estaria para breve uma intervenção para alterar a situação actual. Questionámos a Junta de Freguesia, mas até ao fecho da edição não obtivemos resposta.
Entretanto, no passado dia 8 de Outubro, ocorreram desacatos no local, que envolveram dezenas de pessoas e obrigaram a actuação da equipa de intervenção rápida da PSP, resultando num ferido ligeiro que foi transportado para o Hospital de Santa Maria.
A intervenção em causa tinha o objectivo de “devolver aos cidadãos o espaço público habitualmente ocupado pelos carros, criando mais espaço pedonal, áreas de esplanada e zonas de ensombramento”, no âmbito do programa ‘A Rua é Sua’. A ideia seria criar um espaço onde os acompanhantes de utentes do IPO pudessem esperar pelos seus familiares ou amigos. “O resultado da requalificação não só foi fisicamente diferente do projectado, como teve o efeito perverso de causar aglomerações geradoras de insegurança”, admite um comerciante.f JA

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