Os pais e encarregados de educação da Escola EBI/JI Prof. José Salvado Sampaio entregaram na Assembleia Municipal de Lisboa uma petição com 920 assinaturas a pedir intervenção urgente que reverta a progressiva degradação do edificado nesta escola.
● Para os signatários, este estabelecimento de ensino “encontra-se sem obras significativas desde a sua criação”.
As melhorias que foram sendo feitas limitam-se “a algumas intervenções pontuais realizadas por voluntários — monitores, professores e pais — bem como pela Junta de Freguesia, naquilo que são as responsabilidades que lhe incumbem”.
As preocupações da comunidade escolar também se sustentam num relatório realizado em Outubro de 2018 pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) sobre o estado do parque escolar.
Neste documento revelam-se problemas críticos ao nível   das instalações e equipamentos. “Para as necessidades mais urgentes foram realizadas intervenções superficiais que em nada substituem uma intervenção profunda, extremamente necessária”, sublinham os peticionários.
Na petição, salienta-se que as mazelas, “mais do que o desconforto, tornam partes da escola já uma ameaça para a integridade física dos que a utilizam”.
Neste momento, a petição está a ser discutida pelos deputados municipais na 4.ª  Comissão de Ambiente e Qualidade de Vida da Assembeia Municipal de Lisboa. 
 
PROBLEMAS DETECTADOS
● Os pais e encarregados de educação da Escola EBI/JI Prof. José Salvado Sampaio, identificaram os seguintes problemas:
● Falta de condições das instalações sanitárias, que não funcionam em pleno;
● Climatização de salas e espaços comuns insuficiente de Verão e Inverno;
● Eficiência térmica débil;
● Má organização de circulação e mobilidade interna,
● Zonas de actividades e refeitório sem zona de circulação;
● Pavimento cerâmico constantemente danificado;
● Paredes rachadas e revestimentos interiores danificados;
● Ausência de estores, cortinas ou persianas, dando origem a salas extremamente quentes em dias de sol;
● Isolamento térmico do edifício é deficitário existindo muitas “pontes” térmicas;
● Telheiro insuficiente para comportar a totalidade dos alunos, o que faz com que passem os tempos livres nos dias de chuva confinados aos espaços comuns, tal como  parte das turmas não têm a Actividade Física e Desportiva prevista nesses dias;
● Telheiro exterior com cobertura de fibrocimento já danificado com risco de contaminação havendo a dúvida se há ou não a libertação de amianto;
● Polivalente e refeitório subdimensionados para as necessidades actuais;  
● Degradação dos muros na zona de recreio da escola;
● Drenagem dos solos mal resolvida, criando grandes extensões com água contida em dias de chuva.

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