O social-democrata Miguel Cardoso Martins foi eleito para o Executivo socialista da Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica (JFSDB), mas com oposição no seu próprio partido, na sequência da demissão de Cristina Parente ao cargo de vogal.
Cristina Parente foi formalmente substituída por Miguel Cardoso Matias, do PSD, como vogal do Executivo socialista da Junta de Freguesia, na Assembleia de Freguesia realizada a 17 de Outubro. O novo vogal foi eleito com 10 votos a favor, 4 contra e 4 abstenções.
A entrada dos sociais-democratas no executivo teve a oposição de Pedro Amaral Almeida, antigo presidente da Assembleia de Freguesia: “Choca-me que o PSD, sem qualquer racionalidade, dê a “mão” ao PS para integrar um Executivo que é reconhecidamente um Executivo mal preparado, pouco ou nada competente e subserviente às directrizes da CML em claro prejuízo dos interesses dos residentes e eleitores da freguesia”, referiu. Amaral Almeida afirmou ter “vergonha” pela posição do seu partido, cujos vogais foram eleitos para fazerem oposição ao Executivo socialista. Na sequência destas declarações, aquele autarca pediu desculpa ao eleitorado do PSD e renunciou de imediato ao cargo.
 
A carta de demissão
Cristina Parente, ex-vogal socialista, mantém o seu lugar na Assembleia de Freguesia, onde leu uma carta enviada a António Cardoso, presidente da JFSDB, em 24 de Setembro. Na missiva justificava a sua demissão, argumentando que não podia aceitar que circulassem boatos sobre a sua saída do Executivo com calúnias à sua pessoa, insinuando conhecer a sua origem, mas sem a explicitar. Na carta lembrou que durante os quatro anos e meio, dois dos quais como vogal com o pelouro da Educação, nem sempre manteve um bom relacionamento com o presidente do Executivo, tendo posto, por duas vezes, o seu lugar à disposição. A indisponibilidade de António Cardoso para tratar questões de trabalho, que se registava desde Julho, degradou o ambiente. Segundo Cristina Parente, a 2 de Setembro, António Cardoso comunicou-lhe “verbalmente que reassumiria o pelouro da Educação e que já tinha contratado uma pessoa da sua confiança para gerir o pelouro”.  António Cardoso, presidente da JFSDB, exigiu intervir de imediato para defesa da honra. O autarca manifestou-se surpreendido com a atitude pública da vogal, mas confirmou a falta de comunicação alegada por Cristina Parente, que justificou com questões de saúde ou por estar de férias.f JA

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