A Câmara Municipal de Lisboa (CML) vai criar um grupo de trabalho para decidir o que fazer com o espólio da Biblioteca-Museu República e Resistência (BMRR). Fernanda Rolo e João Madeira farão parte desta comissão que integrará ainda outros membros indicados pelas forças partidárias. Na calha, poderá estar a criação da Casa da República.
O BMRR encerrou para obras no dia 14 de Novembro, intervenção que deverá deverão prolongar-se por seis meses. Os autarcas garantem a sua reabertura. Catarina Vaz Pinto, vereadora da Cultura, garantiu que a ideia “nunca será encerrar definitivamente a biblioteca”, mas sim “requalificar o espaço” e “reavaliar a colecção”. A este propósito, a autarca refere que as colecções do BMRR não estão completamente estudadas e inventariadas. Parte do acervo, o relacionado com a resistência ao Estado Novo, vai ser deslocado para o Museu do Aljube que é dedicado àquela temática. Numa óptica de “racionalização de espaços”, tudo indica que o acervo já não sairá deste museu. Outras colecções vão ser armazenadas nos depósitos municipais, até se decidir novo destino.   A biblioteca-museu guarda a colecção Dulce Ferrão (mulher do jornalista Carlos Ferrão), com 26 mil volumes, obras e documentos relacionados com a República, a Maçonaria e a resistência à ditadura. O BMRR esteve instalado num rés-do-chão comercial da Rua Alberto Sousa durante 18 anos.
Quando reabrirem, as antigas instalações do BMRR poderão ter outras valências: a Junta de Freguesia pretende abrir uma biblioteca de bairro, mais generalista, enquanto CML prefere a sua transformação num equipamento dedicado à República, se assim for proposto pela comissão agora criada no âmbito da CML. As obras começaram no passado dia 14 de Novembro. f

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