● No passado dia 10 de Setembro, a Assembleia Municipal de Lisboa (AML) aprovou, por 35 votos contra 33, uma recomendação do partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) para a “criação de uma Comissão Municipal de Acompanhamento de Intervenções em Terrenos Susceptíveis de Contaminação” que contempla o Parque Florestal de Monsanto (PFM). Votaram a favor os deputados do PSD, CDS-PP, BE, PCP, PEV, PAN e PPM e cinco independentes e contra os do PS e seis independentes.
A AML insta a Câmara Municipal de Lisboa (CML) a reavaliar “qualquer concessão feita, ou programada, para a antiga área do campo de tiro, situado em Monsanto, prevendo a necessária descontaminação dos terrenos, impregnados com chumbo na sequência de cinco décadas de actividade do Clube Português de Tiro a Chumbo” e a publicar no site oficial da autarquia “o relatório final, após a descontaminação”. A recomendação propõe uma comissão permanente que inclua, pelo menos, além da CML, elementos das Juntas de Freguesias abrangidas, “da Agência Portuguesa do Ambiente, da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDRLVT) e da Delegação de Saúde, sendo ainda recomendável a integração de grupos de cidadãos e organizações não governamentais ligadas às áreas do ambiente, da cidadania e da natureza”.
 
Polémica antiga
Esta questão tem provocado diversas polémicas e é um tema que se arrasta na CML. Fernando Medina é o sexto presidente da autarquia a lidar com o problema, depois de Jorge Sampaio, João Soares, Pedro Santana Lopes, Carmona Rodrigues e António Costa. Em 2015, chegaram a
circular informações oficiais da Câmara Municipal de Lisboa segundo as quais os terrenos teriam sido descontaminados.
Mas em Novembro desse ano, o Executivo admitia que parte do chumbo havia sido retirada através de simples apanha e varredura, remetendo a situação para futuros estudos.  Em Dezembro de 2015, a CML anuncia que o antigo campo de tiro de Monsanto seria “devolvido à cidade” e transformado num parque desportivo e de lazer em 2017.
Para este terreno com 18,5 hectares, agora denominado Monte das Perdizes, previa-se um grande parque infantil, campos de basquetebol e voleibol e um espaço para tiro ao arco”.
O projecto previa ainda um restaurante com uma área de construção de cerca de 1.350 metros quadrados. Ao todo seriam investidos 1,5 milhões de euros. Também foi remetido para estudos posteriores a situação dos terrenos contaminados com chumbo em Monsanto, tema que tem sido adiado pela Câmara Municipal de Lisboa.f

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