●A Câmara Municipal de Lisboa (CML) atribuiu a descarga de um esgoto a céu aberto em Monsanto durante o Festival Iminente, no passado dia 22 de Setembro, a uma “ruptura num colector público”, de que terá resultado “a presença de resíduos e de um forte odor junto da encosta circundante ao parque de estacionamento”, segundo referiu em comunicado. Na mesma linha, vai o comunicado de 23 de Setembro da organização do festival, baseado em “informações recolhidas” até então, onde se acrescenta que os organizadores cumpriram rigorosamente todas as diligências, em sintonia com os órgãos da CML, mais especificamente os seus departamentos de ambiente e saneamento, para que todo o ecossistema fosse respeitado e as regras de funcionamento e de descargas cumpridas”. Segundo os jornais, vários cidadãos terão denunciado o que lhes parecia serem descargas sanitárias. O “Diário de Notícias” publicou um testemunho presencial que registou em vídeo a ocorrência “quando estavam a despejar o conteúdo das latrinas para a parte de trás das instalações, em pleno céu aberto, conspurcando o parque florestal de Monsanto”. Segundo o autor, o som ouvido “não é de cascata de água, mas sim dos dejectos provenientes dos depósitos de cada uma das casas de banho portáteis, utilizáveis nestes eventos”. Uma tese desmentida pela autarquia, segundo a qual “ao contrário do que tem sido referido, a presença de resíduos no terreno não está ligada ao uso das casas de banho, que são respeitadoras das mais elevadas normas ambientais, certificadas pela CML”.f

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