O nível de conservação médio dos estabelecimentos de ensino com Jardim de infância e do 1.º Ciclo é “Mau”, segundo um relatório do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) que avaliou 55 estabelecimentos de ensino com aquelas valências na cidade de Lisboa. Na freguesia foram inspeccionadas a Escola Básica António Nobre e a Escola Básica Laranjeiras.
 
● A Escola Básica António Nobre surge no 16.º lugar, no ranking do estado de conservação das escolas do 1.º ciclo e Jardins de infância de Lisboa, com a pontuação global de 3,2. De acordo com o relatório do LNEC, este estabelecimento de ensino apresenta um estado “Médio” em relação às instalações e equipamentos desportivos, recreio e mobiliário. A classificação sobe para “Bom” no que respeita às acessibilidades.
Os técnicos verificaram algumas anomalias que constituem risco para a segurança e saúde dos utentes, nomeadamente portas interiores em mau estado de conservação e com problemas na utilização, reparações ineficazes realizadas anteriormente, com sobreposição de revestimento autonivelante nos pavimentos e de reboco sobre marmorite das paredes, necessidade de reparação ou substituição dos elementos de recreio e de colocação em funcionamento de pontos de água no recreio. O estado de conservação dos equipamentos de recreio é considerado “grave”.
A Escola Básica Laranjeiras surge mais abaixo, no 26.º lugar do referido “ranking”, com pontuação global de 3 pontos, correspondendo à classificação de “Médio”. Os técnicos consideram que, em relação a instalações, equipamentos desportivos, recreio e mobiliário e acessibilidades, estão num estado “Médio” de conservação.  No entanto, foram detectadas diversas patologias no edifício conforme apresentamos noutro local desta edição. A situação em relação aos dispositivos de protecção de vãos é considerada grave e as instalações de telecomunicações são tidas como “muito grave”.  Ainda as anomalias encontradas em alguns equipamentos desportivos e de recreio também foram considerados “graves”. Na freguesia, ainda existe a EB Frei Luis de Sousa, que não foi avaliada pelos técnicos do LNEC.
 
18% das escolas com “Mau”
A inspecção às escolas, para avaliação do seu estado de conservação, decorreu entre Setembro e Novembro de 2018, tendo sido realizada por investigadores do Departamento de Edifícios do LNEC, a pedido da Câmara Municipal de Lisboa (CML).  A análise apenas abrangeu as escolas mais recentes com tutela administrativa da autarquia e que não se encontravam em obras ou para as quais não se previam intervenções, nem existia projecto de requalificação.
Só 20% (11) das escolas são consideradas em bom estado de conservação. O grau “Médio” foi atribuído a 60% (33) dos estabelecimentos de ensino. Classificadas com “Mau” foram 18% (10), entre as quais a Escola Básica São Sebastião da Pedreira.
Ao nível das instalações verificou-se que 17 escolas, que correspondem a 31%, apresentam um estado de conservação classificado como “Mau”, e uma escola foi classificada com um estado de conservação das instalações “Péssimo”. Os técnicos assinalam que  algumas das anomalias encontradas são recorrentes em múltiplas escolas, nomeadamente assentamentos de solo, com a consequente ocorrência de desníveis de cota no pavimento, ou elementos de pavimento soltos ou arremessáveis, inoperacionalidade do sistema de rega ou fugas no sistema de abastecimento, mau funcionamento de caixilharias e portas (interiores e exteriores), instalações sanitárias com elementos desactivados ou instalações de protecção contra incêndio e contra intrusão desactivadas ou inoperacionais.
Quanto às acessibilidades, foram avaliadas as “partes comuns e exteriores” e “edifícios”. O resultado da inspecção ditou que 20% (11) das escolas são consideradas “más” quanto ao estado de conservação. Os técnicos chamam a atenção para a seguinte situação: a frequência dos estabelecimentos de ensino por pessoas com mobilidade condicionada é particularmente difícil. O “Excelente” é atribuído a 19 escolas (19%); “Bom” é dado a 7 escolas (13%); “Médio” a 18 estabelecimentos (33%).
Em relação aos equipamentos de recreio, desportivos e mobiliário urbano, os investigadores do LNEC consideram deficiente a escolha de materiais ou de manutenção que geram “situações de degradação avançada, potenciando, por vezes, situações graves de risco de ocorrência de acidentes”. De referir ainda que em algumas escolas não existem quaisquer equipamentos de recreio. Neste domínio, 49% (27) das escolas conseguiram a classificação de “Excelente” ou “Bom” (correspondentes a níveis de conservação 5 e 4, respectivamente). No entanto, 13% (7) das escolas foram classificadas com “Mau” ou “Péssimo” (correspondentes a níveis de conservação 2 e 1, respectivamente). Com classificação “Médio” foram identificados 36% (20).
Quanto ao índice global que reflecte a imagem geral do estado de conservação da escola, verificou-se que dez escolas (18%) apresentam um estado de conservação global classificado como “Mau” e que 33 (60%) estão classificadas com um estado de conservação “Médio”; o “Bom” foi recebido por 11 escolas (20%). Apenas um estabelecimento de ensino está classificado como “Excelente”: trata-se do Jardim de Infância de Belém.f

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