Na sua última sessão, realizada a 10 de Setembro, a Assembleia de Freguesia de Benfica aprovou, por unanimidade, uma proposta da Junta de Freguesia local (JFB) para isentar temporariamente os fregueses de taxas de ocupação do espaço público na Av. Gomes Pereira. A medida visa atenuar o impacto negativo que as obras de saneamento e repavimentação da avenida estão a ter junto dos comerciantes locais.
Segundo o texto aprovado, a isenção é aplicável ao período entre 8 de Julho e 31 de Dezembro deste ano. A partir dessa data, a cobrança será retomada. Para beneficiarem da isenção ou reclamarem a restituição dos “montantes já pagos por adiantamento”, os interessados devem requerê-la à Junta de Freguesia. A proposta lembra ainda que a isenção “não dispensa a obrigatoriedade dos interessados de requererem à Junta de Freguesia de Benfica as necessárias licenças e autorizações, quando devidas”.
Na mesma sessão ficou igualmente a saber-se que o fim previsto das obras é em 30 de Março do próximo ano, o que representa um adiamento da data inicialmente prevista, Janeiro de 2020. A primeira fase está praticamente concluída tendo sido realizadas as ligações aos terrenos da antiga Fábrica Simões, onde está a nascer uma urbanização de luxo.
 
Fase dois controversa
Entretanto, os comerciantes que serão afectados pela segunda fase da obra, que incidirá no troço entre a Rua General Morais Sarmento e a Rua da Venezuela, continuam sem saber com precisão qual a solução a adoptar nessa ocasião pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), responsável pela intervenção, relativamente às cargas e descargas, à entrada e saída de veículos e ao acesso de viaturas de emergência. A possibilidade do uso dos passeios, apesar de não estar livre de problemas, continua por confirmar. Em esclarecimento recente a um lojista da avenida, a autarquia referiu que na segunda fase da obra “o acesso aos espaços comerciais não será afectado”, que “os passeios estão livres e desimpedidos, permitindo a normal circulação de pessoas e até o acesso às referidas lojas para distribuição de produtos” e que “dentro das limitações inerentes à execução da obra, e em situações pontuais, as cargas e descargas estão a ser autorizadas e poderão ser efectuadas ao longo dos passeios”. A CML prevê “executar os trabalhos por troços, por forma a garantir o acesso a garagens, veículos de emergência e distribuição aos lojistas”, mas não esclarece pormenorizadamente como é que esse acesso será feito, o que continua a preocupar comerciantes e residentes. Outra hipótese, que não está confirmada, é a de manter um dos lados da via circulável, enquanto o outro estiver sob intervenção e criar rampas ocasionais sobre a área intervencionada junto aos espaços comerciais para permitir a circulação de veículos quando necessário. As rampas funcionarão como pequenas pontes sobre as zonas intervencionadas, facilitando o acesso das viaturas. Esta solução, não impedindo constrangimentos, parece merecer a compreensão dos lojistas. Por um lado, viabiliza o tráfego comercial, de que dependem vários lojistas a operar no local. Por outro, surge como alternativa mais viável à do recurso aos passeios para circulação de viaturas. Uma residente adiantou-nos entretanto que, por questões técnicas, uma solução deste tipo terá sido afastada por um engenheiro camarário relacionado com a obra.
O FREGUÊS DE BENFICA procurou esclarecer junto da CML qual a solução técnica a adoptar pela autarquia, mas até ao momento não obtivemos resposta. Quanto aos comerciantes e residentes, continuam preocupados e sem perceber qual será a solução em concreto, apesar de em muitos casos terem questionado a autarquia sobre o assunto.f JORGE ALVES

Comente esta notícia

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.