● O Centro de Arqueologia de Lisboa (CAL) da Câmara Municipal de Lisboa (CML) está a preparar uma campanha de estudo sobre as primeiras populações sedentárias de Lisboa, do período Neolítico. Os trabalhos desta entidade vão centrar-se no Parque Florestal de Monsanto (PFM), onde se espera encontrar vestígios importantes que poderão ajudar a perceber como era a vida dessas primeiras comunidades na região da Capital. Esta equipa também vai reunir documentação que está dispersa por diversos locais por forma a constituir uma base de dados coerente que permita sustentar conclusões. A equipa é coordenada pelo arqueólogo Carlos Didelet, na qual participam ainda o arqueólogo Guilherme Cardoso e a geóloga Eva Leitão, ambos do CAL. Muitos artefactos estão no Museu de História Natural e da Ciência da Universidade do Porto, no Museu Geológico (pertencente ao Laboratório Nacional de Energia e Geologia), no Museu Nacional de Arqueologia ou na sede do Museu de Lisboa, no Palácio Pimenta, ao Campo Grande. O acervo e o espólio serão revelados durante uma grande exposição sobre aquele período Pré-Histórico a realizar em Monsanto em 2020. Já não é a primeira vez que a serra de Monsanto desperta o interesse dos arqueólogos.  As primeiras campanhas realizaram-se no século passado, lideradas por Virgílio Correia. Depois, sucederam-se as de Leonel Ribeiro, em 1966, e a João Luís Cardoso, em 1984.f

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