Quem pensa que entra num café, desengana-se. Maria Santos, gerente da “Casinha”, na Avenida Poeta Mistral, nas traseiras da Igreja da Nossa Senhora de Fátima, depressa esclarece que se trata de uma “boutique café”. O conceito reúne no mesmo espaço restaurante, coffeehouse, bar-lounge e loja de produtos tradicionais. Quem se aproxima repara numa extensa esplanada e nas três grandes vidraças que permitem a boa iluminação natural do interior. Mesmo à entrada, um sinal dos tempos modernos: uma tijela sempre com água para os cães de clientes e vizinhos. “Os animais já conhecem o local e quando os donos os passeiam nas redondezas é normal encontrá-los a beber água”, refere Maria Santos. Embora não possam entrar no interior, a “Casinha” é amiga dos animais (pet friendly).
O interior é marcado por uma atmosfera arejada e fresca que transmite uma agradável sensação de conforto e bem-estar, a que não é estranho o pé direito de cerca de 3,80 metros pintado de branco, com chão de mármore e alguns apontamentos dourados nas portas e mobiliário fazer a lembrar Arte Nova. A condizer com o espaço, os proprietários apostaram numa decoração cuidada e em mobiliário exclusivo.
Quiches, folhados, panquecas, bolachas tradicionais, cheesecakes, tartes, bolos, brownies, scones, pão, sanduiches, tostas, croissants, diversas bebidas quentes e frias, sumos naturais e gelados artesanais, fazem parte do cardápio da “Casinha”, que ainda oferece brunchs e refeições ligeiras entre as 7h00 da manhã e a meia-noite, nos sete dias da semana. Entre as 18h00 e as 20h00 é tempo da “happy hour” para bebidas.
Os produtos são exclusivos, de alta qualidade, e os preços variam entre 4,95 euros e 7,95 euros.
 
Começar do “zero”
A “Casinha” abriu portas a 7 de Julho, já no período de férias. “Esta zona é residencial e durante o Verão tem menos moradores e utentes, mas o negócio tem sido uma experiência gratificante “, assinala Maria Santos. As lides de empreendedorismo são novas para a antiga gestora de negócios, que sempre trabalhou por conta de outrém. No início de 2018, Maria Santos, com 53 anos, viu-se no desemprego e decidiu mudar de vida. Durante algum tempo, pesquisou oportunidades na Internet. “Foi uma procura profunda de negócios que exigiam investimentos entre 30 mil e 350 mil euros”, lembra. Depois focou-se no sector da alimentação saudável e optou pelo franchising. “Não tinha experiência e este modelo proporciona o apoio e a aprendizagem necessários ao lançamento de negócios”, explica. Neste caminho, envolveu a família e amigos. “Praticamente, todos, eu, o meu marido e os meus filhos, experimentámos os produtos como clientes de outras lojas da marca, assim como recolhemos a opinião dos nossos conhecidos”. Seguiu-se a procura de um espaço, que começou pela freguesia onde mora. A loja na Avenida Poeta Mistral foi um “amor à primeira vista”, lembra. A adaptação do espaço e a aposta num mobiliário cuidado, confortável e de qualidade só permitiram abrir portas quase um ano depois. A “Casinha” dispõe de 26 lugares na esplanada e de outros 48 no interior.
 
Aposta familiar
A intenção da empreendedora é transmitir aos clientes a ideia de “que se sentem em casa”. O ambiente familiar é ainda sublinhado por um espaço com brinquedos e livros para pintar e desenhar, na extensa cave, iluminada naturalmente por clarabóias no piso de cima.  Esta intenção é acentuada por outro aspecto: Maria Santos conta com a colaboração dos seus dois filhos, estudantes universitários, e do seu marido, informático de profissão, que por vezes dá uma ajuda quando é preciso.f

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