● Um grupo de moradores da Quinta do Barão entregou na Assembleia Municipal de Cascais uma petição pública contra a solução da Câmara Municipal de Cascais (CMC), incluída no Plano de Reconversão Urbanística da antiga Fábrica da Legrand, para a circulação automóvel e o tráfego na zona.
Uma das promotoras da iniciativa, Joana Urban Vitorino, considera que o projecto vai cercar o bairro por trânsito, ruído e poluição”. Segundo esta moradora, “neste momento, o estacionamento é insuficiente, existe uma rotunda com três vias a um canto do bairro e estamos no entre vias muito movimentadas: Estrada Nacional 6-7 (a Este), Av. Conde Riba d’Ave (a Norte), Rua Baltazar Cabral (a Sul)”. Ainda a nordeste, a Rotunda do Barão com 3 vias “pressiona o bairro com ruído e poluição”.
De acordo com esta peticionária, a Câmara Municipal de Cascais (CMC) “pretende agora desviar o trânsito da Estrada da Alagoa para Oeste do bairro, pela Rua Jacinto Isidoro de Sousa, uma artéria de trânsito local, penalizando o bairro habitacional com o trânsito de uma estrada principal ”. Joana Vitorino adianta que os planos camarários “retiram uma fileira de árvores frondosas, estacionamento, direccionando o trânsito para dentro do bairro”.
Alterar as acessibilidades
Os peticionários afirmam que o referido plano “vai transformar a Estrada da Alagoa (a estrada em frente à fábrica da Legrand), numa zona pedonal”, implicando o incremento de trânsito de passagem dentro do bairro.
Na petição afirma-se que “os moradores da Quinta do Barão estão contra esta alteração da actual circulação do trânsito que vai alterar a qualidade de vida dos moradores: “a zona é caracterizada pelo sossego por apenas ter o normal e ordeiro movimento dos seus moradores”.
Os moradores da Quinta do Barão defendem que devem ser “adoptadas outras medidas, que apenas comportem a circulação de trânsito local, por forma a que os moradores da Quinta do Barão não sejam prejudicados nos seus hábitos e qualidade de vida”.
Até ao fecho da nossa edição a petição foi assinada por 417 pessoas.

Investimento de 50 milhões de euros
O projecto de reestruturação urbanística na Quinta da Alagoa (antigas instalações fabris da Legrand) prevê um investimento de 50 milhões de euros em 45 mil m2 e a criação de 2.500 postos de trabalho. O novo complexo empresarial vai receber a Sonae, a Bricodisa, McDonalds, a Nestlé, entre outras empresas.
A intervenção pretende “recuperar os espaços verdes, requalificar as construções em ruínas, dando-lhes usos culturais e a reconversão de vias de acesso”. O plano prevê também a criação de zonas comerciais, residências universitárias e um gimnodesportivo.Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, garantiu que toda a intervenção será feita mantendo ou reduzindo a área construída: “não vai haver mais construção. Até podemos chegar ao fim e ter uma redução da área construída”, frisou.
Fernando Gonçalves, administrador da Telhabel, empresa financiadora do projecto, considera que se trata de criar “nova centralidade e dinâmica” para Carcavelos e Cascais. O gestor adiantou que a intervenção “manterá a identidade e traços da fábrica Legrand, dando-lhe modernidade que os novos usos impõem”.f

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