As condições de segurança e salubridade da Escola Básica Jorge Barradas estão a atingir uma situação crítica. Os encarregados de educação temem pela segurança das cerca de 300 crianças que frequentam este estabelecimento escolar. Os primeiros alertas são de 2015.

● Os pais pretendem que a Câmara Municipal de Lisboa (CML) faça uma “intervenção urgente e critica que trave e reverta a progressiva degradação do edificado”.
Segundo os encarregados de educação “sem uma obra significativa desde a sua criação, em 1982, as melhorias que foram sendo feitas limitaram-se a algumas intervenções superficiais”.
A degradação das instalações escolares, que já não são adequadas às necessidades do tempo presente”, não só provocam desconforto aos utentes da escola como “tornam zonas da escola uma ameaça para a integridade física dos que a utilizam”.
O abatimento de partes do pavimento, paredes rachadas, falta de condições das instalações sanitárias que, por vezes, têm que ser encerradas, ausência de estores, cortinas ou persianas, telheiro insuficiente para comportar a totalidade dos alunos em tempo de chuva, polivalente danificado e subdimensionado para as necessidades actuais e com falta de tacos em algumas áreas salas de aula com portas e janelas, estores e sistemas de aquecimento à beira do colapso, deslizamentos de terras da colina que confina com o recreio, são alguns dos muitos problemas apontados pelos encarregados de educação.

Nova escola dentro de quatro anos
Estão anunciadas obras profundas na Escola Básica Jorge Barradas, com a renovação total deste estabelecimento escolar e o acrescento de mais um piso e novas valências como biblioteca, jardim de infância, entre outras.
O novo edifício só estará funcional dentro de quatro anos e implica um investimento de quatro milhões de euros.

Obras já!
Henrique Matos, da Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica Jorge Barradas (APEEEJB), considera que “não é viável manter este espaço como escola durante mais quatro anos sem uma intervenção que reduza o risco da sua utilização actual”. Este pai garante que as actuais instalações “não aguentam” pelo que os representantes dos encarregados de educação pedem “um paliativo que garanta um espaço seguro até à entrada de funcionamento da nova escola”. Os pais desesperam por obras “urgentes e críticas” de requalificação a curto prazo.
A CML garante que a escola “terá medidas paliativas até à obra” devido aos problemas nas casas de banho.
A Assembleia Municipal de Lisboa aprovou, por unanimidade a 7 de Julho de 2017, uma recomendação à CML para resolver todas as patologias que foram detectadas nas instalações escolares.f

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