● Uma das propostas que está a ser analisada por técnicos da Câmara Municipal de Lisboa, no âmbito do Orçamento Participativo, defende a requalificação dos espaços interiores e exteriores da Escola EB 2, 3 Delfim Santos e aquisição de equipamento informático. No documento de suporte mostra-se um estabelecimento de ensino com graves deficiências nas suas estruturas escolares.
A Associação de Pais, bem como a direcção do agrupamento, têm desenvolvido esforços para que haja a requalificação dos espaços e substituição dos equipamentos. Segundo os proponentes, “não se prevê que tal venha a suceder a curto e médio prazo.
“Está na altura de haver mudanças”, afirmam, pois trata-se de uma escola com quase 40 anos, “onde as obras de conservação ou restauro foram nulas”. Este estabelecimento de ensino tem sete pavilhões (A, B, C, D, E, F e Pavilhão Gimnodesportivo). As aulas funcionam em quatro pavilhões (C, D, E, F), nos quais existem 37 salas de aula.
No ano lectivo de 2018-2019, trabalham neste estabelecimento de ensino 24 assistentes operacionais e 96 professores. Ao todo, recebe 1100 alunos de São Domingos de Benfica, Lisboa e arredores, tendo alunos de várias nacionalidades.

Sem obras há décadas
Desde 1981, a Escola EB 2, 3 Delfim Santos funciona nas actuais instalações, sem nunca ter “recebido obras de conservação ou restauro”. Conforme várias vezes o “FREGUÊS DE SÃO DOMINGOS DE BENFICA” tem noticiado, os pais, com ajuda da sua Associação e da direcção, pintaram 13 salas e algumas partes do recreio antes do início deste ano lectivo.
O mobiliário não é renovado desde 1981, tendo mais de 35 anos. De acordo com os pais, as dimensões das cadeiras e mesas não são adequadas: “ergonomicamente, as actuais mesas e cadeiras comprometem uma postura correcta dos alunos”. Por outro lado, o mobiliário está em mau estado, com lascas, podendo ferir ou causar estragos nas roupas.
Os proponentes defendem a substituição de estores em todas as salas para melhorar as condições térmicas e a qualidade de imagem das projecções. “Grande parte dos estores está danificada”, afirmam.
Por outro lado, a falta de condições das presianas não são eficazes para “cortar a luz”, impossibilitam os alunos de ver correctamente as projecções. No Verão, as temperaturas nas salas chegam a atingir 40.º graus. “Com estas condições é extremamente difícil garantir condições propícias à aprendizagem”, salienta-se no referido documento. Também os cacifos estão bastante danificados e são pouco eficazes quanto à segurança dos bens dos alunos. “A utilização regular dos cacifos permite a redução do peso excessivo que os alunos carregam nas mochilas, gerador de problemas de coluna”, lembram.
As instalações sanitárias são também motivo de preocupações, sendo necessário a substituição de portas, reforço dos fechos e colocação de espelhos seguros. Devido ao mau estado destas instalações “leva a que os alunos, especialmente os do sexo feminino, tenham pudor em utilizar as instalações sanitárias”.
Finalmente, defende-se a necessidade de aquisição de computadores. A escola dispõe de duas salas de informática, mas os actuais equipamentos têm 12 anos e alguns não funcionam. A proposta vai no sentido de se adquirirem 24 máquinas: 12 portáteis e 12 desktops.

Espaços exteriores decadentes
Os problemas continuam no espaço exterior. Na proposta defende-se a substituição do actual equipamento de lazer e colocação de pavimento adequado. A escola tinha no início do ano lectivo dois equipamentos maioritariamente usados por alunos do 2.º ciclo.
Actualmente, existem 18 turmas de 2.º ciclo, atingindo 450 alunos. Um dos equipamentos foi retirado em Outubro por não garantir a segurança dos utilizadores e o que restou “necessita também de ser reparado ou substituído, sendo que é necessário ainda a renovação do pavimento onde se encontram”.
Para a comunidade escolar, a utilização destes equipamentos permite a interacção de grupo em oposição à utilização massiva de telemóveis no recreio que “gera comportamentos de isolamento nos alunos”.
Segundo os proponentes, “é também uma forma dos novos alunos se integrarem melhor na escola”. A utilização deste equipamento permite aos alunos sociabilizar, cooperar, interagir e não ficarem “presos” a ecrãs.
Estes comportamentos seriam melhor assegurados se fossem arranjadas as actuais mesas de ping pong (7 no total) e se colocassem mesas de matraquilhos, que seriam novos elementos extremamente aliciantes para os alunos”.
A requalificação do espaço desportivo exterior que é utilizado durante as aulas de Educação Física e nos tempos livres dos alunos assim como a reparação das tabelas de basquetebol e a pintura das marcações do campo de futebol, são outras reivindicações.
Por último, defendem a colocação de bancos e sombras nas áreas contíguas ao campo de futebol. A reparação dos bancos de cimento é outra prioridade.

Conbater o uso do telemóvel
A proposta vai no sentido de melhorar as condições existentes, criando um maior sentido de pertença a todos os actores desta comunidade educativa. “Está bem documentado que espaços mais atractivos geram mais motivação”, afirmam. O propósito dos proponentes é aumentar a oferta de equipamentos no espaço exterior que concorram com a progressiva utilização massiva dos telemóveis no recreio.f

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