O Agrupamento de Escolas de Benfica (AEB) divulgou um comunicado no qual lamentava o incumprimento pelos alunos das regras relativas a “afastamento social, partilha de materiais, comidas, bebidas e uso correcto de máscara, prevaricando de forma sistemática independentemente das chamadas de atenção feitas diariamente”.

● Ao contrário do que sucedeu no primeiro período deste ano lectivo, durante o qual o AEB “enalteceu o comportamento dos alunos, que maioritariamente cumpriram as normas impostas pelo regime de pandemia que hoje vivemos”.
Segundo a AEB, em 18 de Janeiro, assistia-se “a espectáculos de irresponsabilidade, falta de respeito e leviandade para com um assunto, que nos merece o maior respeito e sentido de responsabilidade”. Estas circunstâncias contribuem “para o agravamento do estado pandémico em que vivemos, colocando em causa a saúde e bem-estar de todos”. Segundo o AEB “todas as situações de violação das regras de distanciamento social e uso incorrecto de máscara dentro das instalações escolares” passariam “a ser alvo de procedimento disciplinar”, apelando aos pais e encarregados de educação para que sensibilizassem os filhos “para o cumprimento das regras impostas dentro e fora do recinto escolar”.
O AEB lembrava que se “torna imperioso que os alunos tragam lanche ou outras refeições para evitar encontros em casas particulares, para almoços ou lanches conjuntos”, assim como pedia que “findas as actividades lectivas os alunos deveriam ir imediatamente para as suas casas, “não permanecerem em grupos, junto ao portão da Escola, mesmo que seja apenas para conversar com o amigo mais próximo”.

Pouca informação
O ‘FREGUÊS DE BENFICA’ solicitou à Associação de Pais dos Alunos da Escola Jorge Barradas (APAEJB) uma reacção a este comunicado, assinado por Rosária Cardoso Alves, directora do agrupamento. O presidente da Associação desconhecia o documento, pelo que não fez qualquer comentário, enquanto a Associação de Pais dos Alunos da EB 2,3, JI Pedro de Santarém respondeu que, “em estreita colaboração com o Agrupamento de Escolas de Benfica, está empenhada em contribuir para que, rapidamente e em segurança, se ultrapasse este período particularmente difícil”, pelo que está convicta de que “a comunidade educativa no seu conjunto – professores, auxiliares de acção educativa, pais e alunos – ultrapassará esta fase com a determinação e a solidariedade que as caracterizam”.

Apoio às famílias
Entretanto, na freguesia, a EB Quinta de Marrocos foi assinalada como um dos estabelecimentos de ensino que funcionam como escolas de acolhimento em Lisboa, na sequência da suspensão das actividades lectivas determinada pelo Governo em 22 de Janeiro. Durante este período, a escola acolheu (das 09h00 as 16h00) filhos até 12 anos de trabalhadores essenciais (saúde, higiene urbana, segurança, entre outras) que não possam exercer actividade em teletrabalho. À semelhança das outras escolas da cidade, EB Quinta de Marrocos assegura refeições aos alunos com necessidades especiais e aos dos escalões A e B da acção social escolar, em regime de take-away, entre as 12h00 e as 13h30. Com o recomeço das aulas, em versão online, o estabelecimento continua a ser uma escola de acolhimento. Do mesmo modo, mantém-se o regime de fornecimento de refeições em vigor durante a suspensão lectiva.f

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