Cinco Associações de Moradores reivindicam melhores condições de acesso aos cuidados de saúde. Acessibilidade dificultada aos Centros de Saúde, tempos de espera longos e falta de comunicação e informação são alguns aspectos criticados pelos moradores da freguesia que se “sentem abandonados”.

● Num email enviado no passado dia 7 de Outubro, dirigido a Eunice Carrapiço, directora executiva do Agrupamento dos Centros de Saúde Lisboa Norte (ACES Norte), os subscritores da mensagem afirmam que “às associações de moradores de Benfica têm chegado diversos pedidos de ajuda e queixas de moradores demonstrando a sua insatisfação face aos cuidados prestados nas Unidades de Saúde”.
Um dos aspectos mencionados refere-se aos problemas de acessibilidade. No documento, salienta-se que “os moradores referem dificuldades na marcação de consultas e nos pedidos de receitas”. As dificuldades de acesso aos cuidados de saúde foram agravadas pela crise sanitária, “mas sobretudo devido à reorganização recente das Unidades de Saúde com a extinção de umas e a criação de outras”. As críticas centram-se nos meios de comunicação, telefone ou e-mail, “que não funcionam”. Em algumas unidades, o atendimento telefónico é “bastante difícil ou mesmo impossível”. A título de exemplo, são referidos os telefonemas não atendidos na antiga USF Gerações. A agravar a situação, está a circunstância de a população ser idosa e ter “menor familiaridade com ferramentas de pesquisa na internet e menos mobilidade”, além de existirem “dificuldades no acesso à medicação”. A população benfiquense atinge os 36.821 habitantes e regista um ‘Índice de Envelhecimento’ de 262,68%. Os inscritos nos centros de Saúde da freguesia totalizam 48.745 utentes.
Outro aspecto negativo tem a ver com a insuficiência de informação. “Os moradores não sabem onde se dirigir, ou porque não têm médico de família atribuído, ou porque, mesmo que o tenham, as suas consultas programadas foram canceladas e não sabem onde e como comunicar com os seus médicos, pois alguns mudaram de instalações”, alertam as associações. Os responsáveis associativos consideram que “todas estas questões já deveriam ter sido respondidas há muito tempo, os moradores que nos contactam verbalizam insatisfação e sentem-se abandonados”. Por fim, são referenciadas as longas filas no exterior das Unidades de Saúde e a demora no atendimento. No email, refere-se que “em alguns postos de saúde observam-se longas filas, muitas vezes sem a distância aconselhada pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), sem protecção, estando os utentes expostos tanto ao sol como à chuva”.
Esta preocupação acentua-se com a proximidade do Inverno e o clima mais crítico para filas no exterior. Os subscritores da carta sugerem que “se instalem protecções para as pessoas aguardarem a sua vez de atendimento”, melhorando os cuidados prestados à população. O exemplo daquela situação é o “tempo prolongado para o atendimento telefónico na UCSP Sete Rios e tempo de espera nas USF Monsanto e USF Luz”.
A carta é assinadas pelos dirigentes das associações de moradores do Bairro do Calhariz de Benfica, do Bairro do Charquinho, do Bairro das Pedralvas, do Bairro de Santa Cruz de Benfica e Zonas Contíguas e do Bairro da Boavista.f

REDACÇÃO

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