Mercado Bairro Santos: comerciantes defendem eventos para atrair clientes

Mercado Bairro Santos: comerciantes defendem eventos para atrair clientes

24 de Janeiro de 2023 0 Por Redacção

A maioria dos comerciantes faz um balanço positivo da requalificação do Mercado do Bairro Santos que atraiu ao local clientes novos num duplo sentido: primeiro, várias pessoas que não frequentavam o local, começaram a fazê-lo; depois, a modernização das instalações acabou por atrair clientes de faixas etárias mais novas. Mas os comerciantes defendem a realização de eventos para dar vida e para explorar as potencialidades do mercado, mostrando-se apreensivos quanto ao futuro.



● À atracção de novos frequentadores não é alheia à loja âncora que é o supermercado Mini Preço, além de uma oferta diversificada das lojas que se distribuem por dois andares no átrio do mercado. Não obstante, os comerciantes olham com alguma apreensão para as lojas fechadas “que não é bom para quem fica”. Após a requalificação do equipamento, que representou um investimento de um milhão e 80 mil euros, prometia-se nova vida para os 20 comerciantes que ocupavam a praça central (12 dos quais na galeria do primeiro andar).
Depois de 14 de Maio de 2018, as dificuldades de vária ordem foram acabando com os negócios. No primeiro andar restam quatro resistentes: a barbearia, a lavandaria, um restaurante (A Cantina do Mercado) e uma churrascaria. A padaria desapareceu sendo ocupada provisoriamente pela ‘Costureira do Mercado’, cuja loja no r/c apresenta problemas estruturais, assim como o Centro de Cópias.
Os serviços da Junta de Freguesia foram crescendo e ocupam hoje seis lojas. No piso térreo, a paisagem é marcada pelas duas lojas que apresentam problemas estruturais e que estão desocupadas há longos meses e por outras duas lojas, cujos comerciantes pagam as rendas mas que, no geral, estão fechadas. A este propósito, alguns comerciantes consideram que o regulamento do mercado deveria impor a abertura das
lojas. “Há interessados que não tem oportunidade de dispor das lojas disponíveis”, sublinhando que a autarquia devia abrir concursos”, afirmam.


Problemas continuam
Embora os comerciantes considerem “positiva” as alterações introduzidas pela requalificação do equipamento em 2018, todos sublinham que os problemas não acabaram e, alguns, acusam a Junta de Freguesia de não “olhar com olhos de ver o local”.
E dão um exemplo, com as obras a decorrer por fases em diversas artérias do Bairro Santos, “o trânsito automóvel é obrigado a dar grandes voltas para quem pretenda chegar ao mercado, acabando por desistir”, afirmam os comerciantes.
O problema mais grave tem a ver com rachas que surgiram em duas lojas do r/c que obrigaram a fechar a lojas por medidas de segurança, cujos negócios foram deslocados para outros espaços. Uma situação que surpreendeu dado a recente qualificação do edifício. Apesar de promessas de obras rápidas, o certo é que a situação se mantem há tempo demais para os comerciantes. Um deles, a ‘Costureira do Mercado’, ainda está no segundo andar, provisoriamente, numa loja que era uma antiga padaria. “Os clientes continuam a vir porque já me conhecem”, afirma a responsável ao ‘FREGUÊS DE AVENIDAS NOVAS’. O cheiro proveniente dos esgotos continua a invadir, por vezes, a loja de produtos regionais do R/C.
A falta de manutenção do espaço também gera críticas. A maioria das lâmpadas LED’s da praça exterior não funcionam, o que nos dias curtos de Inverno, rapidamente a iluminação deficiente afasta os fregueses deste espaço. Há quem defenda que os animais de estimação não deveriam aceder à praça central do mercado “porque fazem as suas necessidades nas caldeiras das árvores”, sendo este um recinto onde se vendem produtos alimentares.
Mas a passagem do tempo também se faz notar noutros aspectos: a sinalética na entrada do mercado está praticamente apagada e mal se lê, a lavagem do empedrado da praça central raramente é feita, ficando a antiga calçada portuguesa preta e as instalações sanitárias frequentemente não têm água e apresentam falta de limpeza. Além de que os comerciantes deixaram de ter instalações sanitárias privadas, o que motiva reparos.
Outra questão, tem a ver com a falta de lugares de estacionamento reservados aos comerciantes. Só existem dois lugares para cargas e descargas desde a requalificação de 2018. Os os comerciantes perderam o direito de estacionar no parque do mercado.
Entretanto, a estratégia municipal para os ‘Mercados de Lisboa’ está a ser revista e deverá ser anunciada em breve. Até ao fecho da edição, a Junta de Freguesia não respondeu às questões colocadas pelo ‘FREGUÊS DE AVENIDAS NOVAS’.


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