Vinho de Carcavelos: Cascais quer produzir 27 mil garrafas

Vinho de Carcavelos: Cascais quer produzir 27 mil garrafas

25 de Novembro de 2022 0 Por Luís Curado

A Festa da Vindima voltou a animar o Mosteiro de Santa Maria do Mar, em Sassoeiros, onde a apanha da uva destinada à produção do afamado Vinho de Carcavelos decorreu no passado dia 5 de Setembro, com a participação dos munícipes do concelho de Cascais.

● Os cachos de uva recolhidos, provenientes das castas Arinto, Galego Dourado e Boal Ratinho, vão, agora, dar origem ao vinho generoso de Carcavelos, um produto em que a Câmara Municipal de Cascais tem vindo a apostar nos últimos anos, no sentido de recuperar uma tradição secular importante. Esta foi a segunda vindima realizada no Mosteiro de Santa Maria do Mar depois de a Autarquia ter adquirido a propriedade em 2017 e integra o projecto ‘Terras de Cascais’, que está a ser desenvolvido com base num modo de produção biológico e regenerativo, sem recorrer ao uso de pesticidas e adubos químicos, utilizando práticas agrícolas sustentáveis que favorecem o ecossistema agrícola, melhorando a fertilidade dos solos e a biodiversidade. De acordo com André Miguel, Chefe de Divisão do projecto ‘Terras de Cascais’, a produção da vinha do Mosteiro continuará a aumentar “num crescendo até chegar às 27 toneladas nos 2,7 hectares”, o que equivalerá “a 27 mil garrafas de Vinho de Carcavelos por ano”.f

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Luís Curado

Tropecei na Fotografia ainda muito novo. Um dia, o meu pai levou para casa uma máquina reflex, que acabou por ir parar a um armário, onde eu a resgatei. Habituada a só funcionar nas férias e nos acontecimentos festivos, a pobre coitada foi posta à prova, e de que maneira. Tinha 12 anos, quando comecei a ‘cravar’ a família para satisfazer as necessidades fotográficas mais imediatas. Fiz do meu pai e da minha mãe e de mais uns quantos familiares mecenas à força e lá fui conseguindo comprar os primeiros rolos e revelar as primeiras fotos.

Com o tempo, a curiosidade foi dando lugar a uma paixão, que tem vindo a acompanhar-me ao longo da vida. Durante os anos dourados do analógico, do P&B passei para os slides. E fui experimentando de tudo um pouco: Paisagem, Retrato, Vida Selvagem, Concertos, Abstracto e… Macro. Foi ao mergulhar neste Mundo em ponto pequeno que descobri uma infinidade de pormenores a que não damos atenção no corre-corre do dia-a-dia. E aprendi a respeitar ainda mais a Natureza, também pela forma como nos surpreende a cada instante, a cada clique.

Da velhinha Nikon FM, comprada em segunda mão e que fazia os pombos voarem em redor a cada disparo, passei para outros modelos mais recentes e mais silenciosos. Com o tempo, os pombos da vizinhança deixaram de sofrer de taquicardia… Pelo caminho, fui guardando sempre as lentes que ia adquirindo, desde o pré-AI até à actualidade. Agora, na era do digital, elas continuam a ser companheiras fiéis e a funcionar muito bem nos corpos mais recentes. Sempre gostei desta aliança entre o moderno e o antigo.

Para mim, a Fotografia é um compromisso com o momento, captar o instante com o prazer de um olhar único, mostrar a marca do nosso sentir, estar lá, presente e com identidade própria. Testemunhar o irrepetível de um ângulo e com um enquadramento só nosso. É esse um dos grandes desafios da “arte de pintar com a luz”. E como escreveu o bom Fernando Pessoa: “Se eu vir aquela árvore como toda a gente a vê, não tenho nada a dizer sobre aquela árvore. Não vi aquela árvore”.