Bombeiros de Carcavelos: renovação do quartel é prioritária e urgente

Bombeiros de Carcavelos: renovação do quartel é prioritária e urgente

24 de Novembro de 2022 0 Por Luís Curado

A renovação da área operacional do quartel é uma das principais prioridades dos Bombeiros Voluntários de Carcavelos e São Domingos de Rana (BVCSDR), segundo Paulo Domingos dos Santos, comandante da corporação, que aposta em acções de envolvimento com a comunidade.

● Questionado sobre quais são as principais necessidades sentidas pelos bombeiros da corporação no desempenho das suas funções, o dirigente responde: “Neste momento, a nossa principal necessidade prende-se com a urgência da renovação da área operacional do quartel, onde as condições de trabalho, de conforto e de salubridade são más.” Quanto ao resto, esclarece: “Os homens e mulheres que integram o Corpo de Bombeiros de Carcavelos e São Domingos de Rana são dotados de formação específica e equipamento de protecção individual apropriado a cada uma das suas missões, sejam elas no âmbito do combate a incêndios nos espaços rurais, incêndios estruturais, acidente com matérias perigosas e ameaça biológica, como foi o caso da intervenção no âmbito da COVID-19. Dispomos ainda de veículos e equipamentos técnicos adequados à generalidade das ocorrências da nossa área de actuação, ou seja, desde a praia de Carcavelos até à freguesia de Agualva-Cacém.”
O comandante admite que “a gestão dos recursos humanos é uma tarefa imensa”. E diz porquê: “O corpo de bombeiros integra pouco mais de 80 voluntários, sendo que 37 são cumulativamente profissionais. A nossa resposta é assegurada no período diurno por profissionais e no período nocturno, domingos e feriados por profissionais e voluntários”.

Orçamento Participativo: uma solução
Desde que foi criado o Orçamento Participativo (OP) no Município de Cascais, em 2011, este mecanismo de democracia participativa que permite aos cidadãos decidirem sobre uma parte do orçamento municipal tem funcionado como “a solução para suprir as necessidades do corpo de bombeiros”, confirma o comandante dos BVCSDR, precisando: “permitiu a aquisição de diversos meios que de outra forma jamais teríamos oportunidade, nomeadamente no que diz respeito à renovação da frota de veículos, aquisição de equipamento técnico e inovação tecnológica.”
Na edição deste ano do OP Cascais, Paulo Domingos dos Santos apresentou uma proposta com vista à criação de um programa especial para formação de jovens em primeiros socorros pré-hospitalares. O responsável defende: “esta área de conhecimento deveria ser ministrada nas escolas aos jovens, por isso apresentei a proposta, a qual vai estar sujeita a votação pelos cascalenses no próximo mês de Novembro.”
O comandante explica o que se pretende e qual o alvo em causa: “genericamente, a proposta visa habilitar os jovens para a primeira assistência a vítimas de acidente ou de doença súbita, até à chegada dos meios de socorro. Destina-se a jovens maiores de 16 anos, independentemente de se encontrarem a frequentar o ensino regular.” E avança números: “estima-se que residam no concelho cerca de 3.000 jovens com 16 anos.” Caso venha a obter a votação necessária, a realização do projecto será articulada pelos serviços de educação da Câmara Municipal de Cascais com as escolas do Município”.

Actuar onde é necessário
Os BVCSDR actuam em todo o País como aconteceu no Verão passado. A corporação integra integra um dos três grupos de reforço de ataque ampliado (GRUATA) do distrito de Lisboa. Por outro lado, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC) paga à Associação Humanitária dos BVCSDR uma verba mensal para garantir a disponibilidade de dois veículos específicos, no caso um veículo de comando (com o comandante ou dois comandantes) e um veículo de combate com cinco bombeiros. Ainda no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), a corporação dispõe cumulativamente de sete bombeiros em permanência no quartel, um veículo de combate e um veículo tanque, para responder às ocorrências registadas no município ou no distrito de Lisboa.f

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Luís Curado

Tropecei na Fotografia ainda muito novo. Um dia, o meu pai levou para casa uma máquina reflex, que acabou por ir parar a um armário, onde eu a resgatei. Habituada a só funcionar nas férias e nos acontecimentos festivos, a pobre coitada foi posta à prova, e de que maneira. Tinha 12 anos, quando comecei a ‘cravar’ a família para satisfazer as necessidades fotográficas mais imediatas. Fiz do meu pai e da minha mãe e de mais uns quantos familiares mecenas à força e lá fui conseguindo comprar os primeiros rolos e revelar as primeiras fotos.

Com o tempo, a curiosidade foi dando lugar a uma paixão, que tem vindo a acompanhar-me ao longo da vida. Durante os anos dourados do analógico, do P&B passei para os slides. E fui experimentando de tudo um pouco: Paisagem, Retrato, Vida Selvagem, Concertos, Abstracto e… Macro. Foi ao mergulhar neste Mundo em ponto pequeno que descobri uma infinidade de pormenores a que não damos atenção no corre-corre do dia-a-dia. E aprendi a respeitar ainda mais a Natureza, também pela forma como nos surpreende a cada instante, a cada clique.

Da velhinha Nikon FM, comprada em segunda mão e que fazia os pombos voarem em redor a cada disparo, passei para outros modelos mais recentes e mais silenciosos. Com o tempo, os pombos da vizinhança deixaram de sofrer de taquicardia… Pelo caminho, fui guardando sempre as lentes que ia adquirindo, desde o pré-AI até à actualidade. Agora, na era do digital, elas continuam a ser companheiras fiéis e a funcionar muito bem nos corpos mais recentes. Sempre gostei desta aliança entre o moderno e o antigo.

Para mim, a Fotografia é um compromisso com o momento, captar o instante com o prazer de um olhar único, mostrar a marca do nosso sentir, estar lá, presente e com identidade própria. Testemunhar o irrepetível de um ângulo e com um enquadramento só nosso. É esse um dos grandes desafios da “arte de pintar com a luz”. E como escreveu o bom Fernando Pessoa: “Se eu vir aquela árvore como toda a gente a vê, não tenho nada a dizer sobre aquela árvore. Não vi aquela árvore”.